A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (27), mais um investigado pelo homicídio da adolescente Thamiris dos Santos Pereira, de 17 anos. O homem, apontado como liderança do tráfico na região onde a vítima morava, foi localizado foragido no município de Lamarão, a cerca de 177 quilômetros de Salvador. Ele é suspeito de ter ordenado o crime, cujo corpo foi encontrado no bairro de Cassange, na última quinta-feira (19). Além da prisão, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão no local.
As equipes do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) conduziram a operação. Segundo as investigações, o suspeito preso é irmão de outro homem, já interno do sistema prisional por acusação de violência contra mulher. Esse irmão é investigado como o mandante do assassinato. A prisão deste terceiro envolvido abre um novo flanco para as apurações.
Agora, o foco é identificar outros possíveis participantes. O objetivo é desmontar por completo a rede criminosa ligada ao caso. As ações contaram com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP), que forneceu informações cruciais para localizar o foragido em outra cidade.
Operação fecha cerco em cidade do interior
Lamarão, no interior baiano, virou palco da ação policial. O suspeito tentou se esconder longe da capital, mas a inteligência o alcançou. A distância de quase 180 quilômetros não foi obstáculo. No imóvel onde foi encontrado, os agentes realizaram buscas minuciosas. Apreenderam itens que podem conter provas importantes para o inquérito.
O que levou uma liderança do tráfico a ordenar a morte de uma adolescente? As motivações ainda são apuradas, mas o caso expõe a brutalidade dos conflitos territoriais. Quem paga a conta, no fim das contas, é sempre a população mais vulnerável. Thamiris virou mais um número na estatística de violência que atinge jovens nas periferias.
Investigadores buscam elos restantes da corrente
Com três pessoas já diretamente ligadas ao crime – dois mandantes e um executor –, a polícia não vai parar. A prisão desta sexta é considerada estratégica. Ela pode fornecer os nomes de quem executou a ordem e de quem ajudou a ocultar o corpo. Cada novo depoimento é uma peça no quebra-cabeça.
O corpo de Thamiris foi localizado em Cassange há oito dias. Desde então, a corrida contra o tempo foi intensa. A primeira prisão aconteceu rápido. A segunda, também. Agora, a terceira. O ritmo das capturas mostra a pressão sobre a organização criminosa. E tem mais: a polícia não descarta que o crime tenha ligação com disputas por pontos de venda de drogas na área.
A pergunta que fica é quantos ainda estão soltos. A operação continua. O Departamento de Inteligência segue cruzando dados. A expectativa é que novas ordens de prisão sejam emitidas em breve. Para a família de Thamiris, a dor permanece. Mas a cada detenção, surge uma frágil expectativa de justiça.