Segurança Pública investe em varredura remota para reduzir riscos em operações

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Segurança Pública investe em varredura remota para reduzir riscos em operações

Lúcia L.F
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policiais em aditorio assistindo aula de droneFoto: Thuane Maria/GOVBA

O mapeamento de áreas de risco e o suporte visual em tempo real passam a ser ferramentas padrão em quase todas as regiões da Bahia a partir desta semana. Com o início do Curso de Operações com Aeronaves Remotamente Pilotadas (COARP) nesta segunda-feira (5), a Polícia Civil desloca o eixo da segurança pública para a vigilância aérea técnica. O impacto imediato para o cidadão é a qualificação das investigações e, principalmente, o aumento da segurança em incursões policiais dentro de perímetros urbanos densos, como visto em recentes operações que resultaram em confrontos.

Expansão técnica e descentralização do policiamento aéreo

A estratégia estadual foca em preencher lacunas geográficas onde o suporte tecnológico ainda era escasso. Ao capacitar 24 servidores — incluindo policiais penais da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) — a gestão estadual descentraliza a capacidade de resposta rápida. O treinamento ocorre na base da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), em Salvador, sob regime de internato.

Abaixo, detalhamos a estrutura logística e os municípios beneficiados por esta frente de capacitação:

Aspecto Técnico Especificação
Carga Horária 56 horas (7 dias ininterruptos)
Pilar Normativo Regulamentação ANAC, DECEA e Anatel
Investimento em Equipamentos Superior a R$ 1,5 milhão
Unidade Instrutora Núcleo de Operações com Aeronaves Remotamente Pilotadas (NOARP)

Municípios com novos operadores em formação:

Salvador, Alagoinhas, Itabuna, Ilhéus, Vitória da Conquista, Barreiras, Itaberaba, Seabra, Irecê, Serrinha, Jacobina, Paulo Afonso, Brumado, Itapetinga, Guanambi, Bom Jesus da Lapa, Euclides da Cunha e Santa Maria da Vitória.

Drones como ferramenta de preservação da vida

A utilização de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAs) não se limita ao registro de imagens. No contexto da segurança pública, esses dispositivos funcionam como instrumentos de redução de danos. O emprego tático permite identificar ameaças antes que as equipes terrestres entrem em linha de tiro, uma tecnologia que poderia ser crucial em operações como a Operação Reprobus ou em investigações baseadas em denúncias.

O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, aponta que a capacitação técnica garante o uso desses ativos dentro do balizamento legal, assegurando a validade das provas colhidas para o processo judicial. A precisão técnica na pilotagem evita incidentes em áreas civis e potencializa o êxito de apreensões e prisões. É um avanço no planejamento operacional que prioriza a inteligência em detrimento do confronto direto.

Infraestrutura: A nova Acadepol e o futuro da formação

Paralelamente ao treinamento tático, o governo estadual monitora a conclusão da nova sede da Academia da Polícia Civil (Acadepol). A previsão é que a unidade seja entregue ainda no decorrer de 2026. A estrutura foi projetada para absorver a demanda dos aprovados em novos concursos, centralizando o ensino profissional e acadêmico da instituição.

A nova sede contará com auditórios e salas de aula modernas, estabelecendo um padrão de excelência para a formação contínua. Segundo a Delegacia-Geral, o fortalecimento do treinamento teórico e prático reflete diretamente na eficiência externa. A meta é clara: quanto maior o rigor técnico na preparação, menor o índice de letalidade e maior a proteção aos agentes e à sociedade.

Análise regional: O reflexo em Salvador e Região Metropolitana

Para a capital e cidades como Lauro de Freitas, a ampliação do NOARP significa uma malha de vigilância mais densa. Em áreas de topografia complexa, comuns em Salvador, o drone é o único recurso capaz de oferecer uma visão ortogonal precisa para o combate ao crime organizado. A integração com a Polícia Penal sugere, inclusive, uma vigilância mais austera nos perímetros das unidades prisionais da Região Metropolitana, visando coibir o lançamento de ilícitos para o interior dos presídios, uma prática que já foi alvo de interceptações em outras regiões e que também mobiliza forças em operações no interior do estado.

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