A Secretaria de Segurança Pública anuncia a criação de um Grupo de Trabalho para consolidar a queda de crimes nos ônibus. A meta é ampliar a integração entre polícias e a gestão municipal de mobilidade.
Estratégia de Integração
Salvador intensifica a guerra contra os crimes que assustam passageiros e trabalhadores do transporte coletivo. Na manhã desta segunda-feira (17), o secretário Marcelo Werner saiu de uma reunião na Secretaria de Mobilidade com um anúncio na ponta da língua: a criação de um Grupo de Trabalho focado em proteger os ônibus da capital.
A ideia é simples, mas desafiadora — costurar uma atuação mais firme entre as forças estaduais e os órgãos municipais. O protocolo para lidar com paralisações do sistema, por exemplo, será reforçado com a inclusão de novos agentes. A questão é: será que a burocracia não atrapalha a urgência que a rua exige?
A Estrutura do Novo GT
O GT de Segurança e Mobilidade não será um grupo de discussão qualquer. A mesa estará abarrotada de fardamentos e crachás.
— Da Polícia Militar à Civil, passando pelo Corpo de Bombeiros e a Polícia Técnica, todos terão um assento. A Guarda Municipal e a Semob completam o time, criando um canal direto para o compartilhamento de dados.
Werner acredita que essa é a chave. “A integração é fundamental para combatermos atividades ilícitas”, defendeu.
Resultados e Desafios
O secretário não veio de mãos abanando. Trouxe números para justificar a nova investida.
— A Operação Gêmeos da PM virou Batalhão. O GERRC da Civil se transformou em Delegacia especializada. E o resultado? Uma queda de 50% nos roubos em coletivos ao longo de 2025.
São números que impressionam, mas também pressionam. Manter essa trajetória é o grande desafio. A população, cansada do vaivém de promessas, quer ver se essa nova estrutura vai sair do papel — e chegar até o ponto de ônibus.
Tecnologia a Serviço da Ordem
E não será só com farda e presença nas ruas. O parque tecnológico da SSP entrará em cena como aliado.
A promessa é usar ações ostensivas e de inteligência de forma conjugada, criando uma rede de proteção mais esperta que os criminosos.
Oxente, vamos ficar de olho. Se o GT funcionar como planejado, os ônibus de Salvador podem, finalmente, rodar com mais segurança e menos apreensão para quem depende deles no dia a dia. A esperança é que essa seja a virada de página que a mobilidade da cidade precisa.
