Mais do que velocidade, uma conexão com a terra
Neste sábado, 24, o ronco dos motores vai se misturar ao canto dos pássaros em Seabra. O município, coração da Chapada Diamantina, recebe a largada do Rally da Chapada 2026. Mas esqueça a imagem de uma competição que apenas passa e deixa poeira. A prova deste ano planta raízes. Literalmente. Cada equipe, ao enfrentar os cerca de 100 km de estradas vicinais, também assume tarefas que deixam um legado: o plantio de mudas nativas e a doação de alimentos fortalecem o vínculo com a comunidade que os recebe.
O trajeto que revela histórias
A gincana sobre rodas desenha um roteiro que é uma aula a céu aberto. Conforme detalha a organização do evento, os participantes não vão apenas buscar o melhor tempo. Eles vão cruzar a Estrada Real, visitar o sítio arqueológico da Caixa D’Água e conhecer a Vila Campestre. O ponto final é simbólico: o povoado Lagoa Boa Vista, com sua Igreja do Bom Jesus e o singular Cemitério Bizantino. “O nosso evento tem procurado valorizar os passeios em atrações turísticas como grutas, cachoeiras e montanhas”, afirma Roberto Nunes, um dos organizadores. O rally, assim, vira um guia para destinos muitas vezes fora dos mapas tradicionais.
Motor que move a economia local
Para Vicente Neto, diretor-geral da Sudesb – uma das entidades apoiadoras do evento junto com a Setur e a Prefeitura de Seabra –, iniciativas como esta têm um poder transformador. “A prova fomenta o turismo esportivo numa das principais regiões turísticas e de esportes radicais do nosso estado”, pontua. O fluxo de competidores, equipes e visitantes aquece hotéis, restaurantes e o comércio. Gera renda. Cria um ciclo virtuoso onde o esporte vira ferramenta de desenvolvimento econômico e social para toda a região.
Uma aventura com destino certo
O Rally da Chapada acelera, mas não deixa ninguém para trás. Enquanto as categorias 4×2 e Adventure 4×4 enfrentam o desafio da condução, convidados e participantes podem embarcar em um passeio guiado por profissionais. É a chance de sentir a adrenalina com os olhos livres para a paisagem. A ação mostra que o evento é uma porta de entrada. Uma forma vibrante de apresentar Seabra e toda a Chapada Diamantina ao mundo, celebrando sua vocação para o ecoturismo e provando que progresso e preservação podem, sim, seguir na mesma direção.
