A história da Independência do Brasil na Bahia vai ganhar uma nova dimensão em 2026. A Fundação Pedro Calmon (FPC) lança oficialmente nesta terça-feira, 14 de abril, a Rota da Independência 2026, um projeto que une aulas públicas, arte e tecnologia de ponta para percorrer 24 municípios. O grande destaque desta edição é um game em realidade virtual que promete levar o público para dentro dos campos de batalha de 1823. O lançamento acontece às 8h30 no auditório do Centro de Formação Ubiratan Castro, na Biblioteca Central do Estado, no bairro dos Barris, em Salvador.
O diretor-geral da FPC, Sandro Magalhães, define a iniciativa como mais que um calendário de eventos. “A Rota não é apenas um desfile de datas, é uma ferramenta de fortalecimento da nossa identidade”, afirmou. A ideia central é usar a inovação para criar pontes com as novas gerações. O game em VR será uma das ferramentas para esse mergulho histórico, permitindo uma experiência imersiva nos cenários que marcaram a luta pela emancipação no estado.
Como será o circuito pelos municípios?
Após o evento na capital, que terá a presença do secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, e performances artísticas, um esquema itinerante toma conta das estradas. A programação está dividida em blocos regionais, começando pelo Recôncavo em maio. Cachoeira, São Félix e Itaparica estão entre as primeiras cidades a receber a estrutura. O cronograma segue até junho, passando por litoral, região metropolitana, agreste e finalizando no Alto Sertão, em cidades como Caetité e Lençóis.
O projeto, que está sob gestão da Fundação Pedro Calmon desde 2007, tem a descentralização como um de seus pilares. Levar essa combinação de cultura e tecnologia para o interior é a estratégia para, nas palavras de Magalhães, “garantir que a memória das lutas populares da Bahia permaneça viva e acessível”. A conta do esquecimento é alta, e a Rota tenta saldá-la.
O que esperar da experiência com realidade virtual?
A aposta na tecnologia é o carro-chefe para atrair o público mais jovem. A demonstração do game de realidade virtual durante o lançamento em Salvador será a primeira amostra de como a história pode ser contada de forma interativa. A proposta é transformar espectadores em participantes, colocando-os virtualmente no centro de episódios decisivos de 1823.
O encerramento da jornada está marcado para 30 de junho, de volta a Salvador. Até lá, a Rota da Independência 2026 percorrerá um caminho de mais de dois meses, espalhando por diferentes territórios baianos uma narrativa que busca ser, acima de tudo, coletiva e pertencente. O recado da Fundação Pedro Calmon é claro: a memória não pode ficar parada nos livros. Ela precisa circular, e agora, com um óculos de VR na cabeça.