A Prefeitura de Salvador deu um passo concreto para acabar com o emaranhado de fios e cabos suspensos nas ruas da cidade. Uma reunião nesta segunda-feira (27), liderada pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Sosthenes Macêdo, reuniu poder público, Neoenergia Coelba, vereadores e concessionárias de telefonia. O foco: fortalecer a fiscalização e ordenar a fiação aérea na capital baiana.
O encontro teve como base o projeto de lei do vereador Alexandre Aleluia, que regulamenta a instalação e manutenção dos cabos. A proposta já foi aprovada e agora a gestão municipal quer garantir seu cumprimento. “É preciso que Salvador se organize, garantindo não apenas a estética, mas também a segurança dos cidadãos”, destacou o parlamentar. A iniciativa estabelece um marco legal para disciplinar o serviço na capital.
Fiscalização integrada e poda de árvores
O secretário Sosthenes Macêdo afirmou que a ação segue diretriz do prefeito Bruno Reis. “A lei já foi aprovada e agora entramos em uma fase importante, que é garantir o seu cumprimento. Vamos intensificar a fiscalização e atuar de forma integrada com os órgãos e concessionárias para avançar em resultados concretos para a cidade”, disse. O vereador Daniel Alves também chamou a atenção para a importância da integração entre o ordenamento da fiação e a poda de árvores. “A poda adequada das árvores é fundamental para garantir a segurança da população e evitar conflitos com a rede elétrica e de telecomunicações”, concluiu.
Combate a instalações clandestinas
Representando a Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (DSIP), o diretor Ângelo Magalhães reforçou o caráter integrado. “Esse é um esforço conjunto de ordenamento urbano que vai além da retirada de fios; estamos organizando a cidade com responsabilidade e planejamento. Ao mesmo tempo, qualificamos a iluminação pública, garantindo mais eficiência e segurança”, afirmou. A gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Neoenergia Coelba, Sandra Carvalho, destacou que existem empresas que realizam lançamentos clandestinos de cabos. “Isso aumenta os riscos. Por isso, esse plano de ação conjunto será fundamental para ordenar e organizar a fiação na cidade. Estamos à disposição para contribuir”, afirmou.
Resultado: quem paga a conta é o morador quando a fiação vira um risco. A reunião contou ainda com a presença do subsecretário da Sedur, Marcus Passos, dos diretores Mateus Castro (fiscalização), Misael Aguilar (licenciamento), Daniel Gallo (desenvolvimento urbano), e da diretora da Secretaria de Manutenção (Seman), Cláudia Miranda. Representantes das concessionárias Vivo, Claro, TIM e V.tal também participaram.
O plano agora prevê ações coordenadas para identificar e punir irregularidades. A promessa que ficou no papel por anos começa a ganhar forma com a integração entre os órgãos municipais e as empresas. A ficha caiu tarde para quem insiste em fazer ligações clandestinas — a fiscalização promete ser rigorosa.