Resistência em Guarulhos: Com dois expulsos, Vitória arranca empate na estreia da Copinha

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Resistência em Guarulhos: Com dois expulsos, Vitória arranca empate na estreia da Copinha

P. Fonseca
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O resultado final de 2 a 2 entre Vitória e Capivariano, na tarde deste sábado (3), diz pouco sobre a dramaticidade vivida pelos jovens atletas no Estádio Antônio Soares de Oliveira. O que parecia um revés certo transformou-se em uma demonstração de fôlego e disciplina. Jogar com a ausência de dois atletas por expulsão exige um esforço físico que ultrapassa o planejamento convencional de qualquer comissão técnica. O time baiano não apenas resistiu, como buscou a igualdade no marcador nos minutos finais da partida.

A estreia na 56ª edição da maior competição de base do país trouxe desafios que foram além das quatro linhas. O gramado sintético em Guarulhos apresentou-se como um obstáculo extra, alterando a velocidade da bola e exigindo rápida adaptação dos “Leõezinhos”. Mesmo com o domínio inicial das ações, o grupo comandado por Mário Henrique precisou lidar com a instabilidade emocional e técnica gerada pelas intervenções da arbitragem.

Cronologia da Sobrevivência em Campo

O duelo foi marcado por uma montanha-russa de emoções. O Vitória iniciou com postura agressiva, mas viu o Capivariano abrir o placar aos 20 minutos, em uma falha de marcação aérea que permitiu o cabeceio de Gustavo Rodrigues. A partir daí, o cenário de crise se instalou com as exclusões disciplinares.

Momento do Jogo Incidente / Ação Relevante Consequência Direta
39′ do 1º Tempo Expulsão de Luís Fabiano Perda do pilar defensivo por reclamação
01′ do 2º Tempo Gol de Emanoel Empate parcial em jogada de bola parada
13′ do 2º Tempo Expulsão de Hiago Time fica com apenas 9 jogadores em campo
43′ do 2º Tempo Gol de Luís Aucélio Empate heroico após cruzamento de Kauan Vítor

A capacidade de reação, mesmo em inferioridade numérica acentuada, levanta um questionamento sobre o preparo psicológico desta safra. Por que o time se expôs a cartões vermelhos por indisciplina (reclamação) e excesso de força (carrinho) em uma estreia? A resposta pode estar na ansiedade natural de jovens que veem na Copinha a vitrine principal para o futebol profissional.

A Estrutura da Resistência Rubro-Negra

O técnico Mário Henrique precisou abrir mão de peças ofensivas para recompor o sistema defensivo após a segunda expulsão. A entrada de jogadores como Emerson Buiú e Luís Aucélio foi estratégica. O gol de Aucélio, aos 43 minutos da etapa final, não foi apenas fruto do acaso, mas de uma descida coordenada pelo corredor esquerdo, explorando o cansaço do adversário paulista.

A escalação que iniciou o certame contou com:

  • Goleiro: Ezequiel

  • Defesa: Gean, Luís Fabiano, Ivan Henrique e Kauan Vítor

  • Meio-campo: Cauan Farias, Hiago e Nico

  • Ataque: Alejandro Almaraz, Emanoel e Eliandro

Substitutos como Ruan Gabriel, Juninho e Wanderson também foram acionados para manter a intensidade necessária no bloqueio das investidas do Capivariano.

O Impacto para o Futebol da Bahia

Para o torcedor em Salvador e no interior, o desempenho na Copinha é o termômetro do futuro financeiro e técnico do clube. O Vitória possui tradição em revelar talentos que abastecem o time principal e geram transferências internacionais. Um início com tamanha resiliência física pode indicar um grupo psicologicamente forte para o restante do torneio, embora o sinal de alerta para o controle disciplinar esteja ligado.

O próximo compromisso já tem data e local. Na terça-feira (6), às 15h, o Leão enfrenta o Rio Branco (ES). A vitória é necessária para que a equipe não dependa de combinações complexas de resultados na última rodada da fase de grupos. O desafio será recompor a zaga e o meio-campo sem os atletas suspensos.

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