Um quarto homem suspeito de envolvimento no roubo de uma carga de feijão e milho na BR-101, em Ubaitaba, foi preso na quinta-feira, 26 de março de 2026, em Aurelino Leal. Conforme divulgado pela Polícia Civil, as ações das delegacias territoriais dos dois municípios resultaram na desarticulação de uma rede de receptação de cargas roubadas e na autuação de um comerciante por receptação qualificada. As investigações começaram após a prisão em flagrante de outros três homens no mesmo dia do crime.
A ficha caiu quando as equipes descobriram que parte da carga de grãos já estava à venda em um mercadinho de Aurelino Leal. O proprietário do estabelecimento, segundo as apurações, teria comprado a mercadoria de forma ilícita de um dos suspeitos do roubo em Ubaitaba. O empresário foi autuado e responderá pelo crime em liberdade.
Operação encontra carga de roubo milionário de 2024
As buscas não pararam por aí. Os investigadores localizaram um imóvel usado pelo suspeito no bairro Escorrega. Lá, encontraram e apreenderam mais fardos de feijão e diversas caixas de calçados novos sem nota fiscal. O material, após análise, foi identificado como parte de uma carga roubada em setembro de 2024. O prejuízo daquele crime foi avaliado em aproximadamente R$ 900 mil.
Um homem que estava no local fugiu. Mas o cerco montado pela polícia surtiu efeito. O quarto investigado pelo roubo da carga de grãos apresentou-se voluntariamente na Delegacia Territorial de Aurelino Leal. Ele foi autuado por roubo majorado e associação criminosa e agora está à disposição da Justiça.
Rede de receptação na mira da polícia
O inquérito policial já identificou outros envolvidos na organização criminosa. As diligências seguem em andamento para apontar também outros comerciantes que possam integrar a extensa rede de receptação que operava na região. A operação conjunta entre as cidades vizinhas revelou um esquema que ia muito além de um roubo isolado na rodovia.
Resultado: a prisão de quatro suspeitos, a autuação de um comerciante e a recuperação de produtos de dois crimes distintos. A Polícia Civil sinaliza que o caso ainda não está encerrado, com novas ações previstas para desmantelar completamente o esquema.