Expansão do programa estadual ganha força após resultados iniciais
Novos consórcios públicos baianos buscam a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) para integrar o programa de controle populacional de cães. O interesse surge após a repercussão do projeto-piloto executado nos territórios da Bacia do Jacuípe e do Sisal. A informação consta na pauta da reunião de acompanhamento realizada nesta terça-feira (10), no Centro Administrativo da Bahia. O programa, lançado em 2025 com R$ 5 milhões em recursos estaduais, opera com castramóveis itinerantes e convênios com clínicas locais. A meta é realizar a castração cirúrgica de aproximadamente 10 mil cães em 36 municípios do Semiárido. A iniciativa também aplica vacinação antirrábica, implanta microchips para rastreamento e promove campanhas de guarda responsável.
Prestação de contas e estratégias operacionais são discutidas
Presidentes dos consórcios pioneiros participaram do encontro. A prefeita de Lamarão, Pró Ninha, e o prefeito de Capim Grosso, Silvaldo Rios, acompanharam uma prestação de contas parcial do trabalho. Conforme relato enviado ao portal, ambos os territórios avançam nas fases do projeto, que é adaptado às especificidades de cada região. A reunião alinhou estratégias operacionais para as próximas etapas. O secretário da Seagri, Pablo Barrozo, afirmou que o programa constrói uma política pública de equilíbrio. “Cuidamos dos animais e protegemos a atividade produtiva no campo”, disse Barrozo. Ele atribui os resultados ao comprometimento dos consórcios iniciais, que agora servem de modelo para outras regiões.
Foco no bem-estar animal e na proteção da produção rural
Os objetivos centrais do programa são o bem-estar animal e a saúde pública. A ação busca fortalecer a convivência entre comunidades rurais e cães comunitários. Segundo o documento da secretaria, o controle populacional contribui para a redução de ataques predatórios a rebanhos. A estrutura combina mutirões veterinários móveis com uma rede fixa de clínicas parceiras. Esta operação amplia a capacidade de atendimento nas localidades mais distantes. O modelo permite a execução das castrações, procedimento considerado essencial para o controle efetivo da população canina.
