Procuradoria de Salvador lança IA para agilizar processos jurídicos

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Procuradoria de Salvador lança IA para agilizar processos jurídicos

P. Fonseca
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Lançamento da IA MarIA QuiterIAFoto: Bruno Concha / Secom PMS

Ferramenta promete resumir processos de 200 páginas em segundos

A Procuradoria-Geral do Município de Salvador (PGMS) colocou em operação uma inteligência artificial para acelerar a análise de documentos jurídicos. Batizada de Agente MarIA QuitérIA, a ferramenta integra os sistemas internos e pode gerar resumos automáticos de processos extensos em poucos segundos. Conforme relato do líder do Núcleo de Tecnologia da Informação da PGMS, Jean Carlos Souza Silva, muitos processos têm mais de 200 páginas, e a IA facilita a identificação rápida dos pontos de atuação pelos procuradores.

Acesso restrito e foco em tarefas repetitivas

O acesso à plataforma será individual e restrito, seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados. A tecnologia tem como objetivo principal automatizar tarefas repetitivas, como a triagem e classificação de processos, e oferecer sugestões para a elaboração de minutas e peças jurídicas. O procurador-geral do Município, Eduardo Porto, afirmou que a ferramenta não substitui os profissionais, mas permite que eles concentrem energia em assuntos estratégicos. “Precisamos escolher nossas batalhas”, disse Porto durante o lançamento, realizado nesta quinta-feira (22) no Mercure Hotel Salvador.

A solução é uma integração da plataforma MinutaIA, já usada por órgãos do Judiciário, com os sistemas da Procuradoria soteropolitana. Caio Perona, fundador da MinutaIA, declarou que essa integração coloca Salvador em destaque na adoção de tecnologia para tornar o trabalho público mais eficiente. Segundo ele, a ferramenta amplia a capacidade de resposta do município na defesa de seus interesses jurídicos.

Nome homenageia personagem histórica baiana

A inteligência artificial recebeu o nome em referência a Maria Quitéria, heroína da Independência do Brasil na Bahia. O procurador-geral Eduardo Porto explicou que a escolha simboliza a relação entre tradição, serviço público e inovação na atuação da PGMS. O projeto, desenvolvido ao longo de um ano, contou com a participação de subprocuradora-geral Luciana Harth e do procurador Paulo Victor Sena, que destacou a redução no tempo para elaboração de petições.

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