Material com identificação de unidades públicas era vendido na rua
Três homens estão presos por suspeita de desviar e vender insumos de saúde de unidades públicas de Salvador. A Polícia Civil da Bahia prendeu o trio em flagrante na segunda-feira, 12 de janeiro. A ação interrompeu um esquema que comercializava itens de uso restrito, como luvas, máscaras e medicamentos, em via pública. As investigações da 1ª Delegacia Territorial dos Barris começaram há dois meses. Denúncias apontavam a venda irregular de materiais hospitalares na região da Mouraria. Conforme relatos enviados ao portal, os produtos tinham identificação de destinatários ligados a estabelecimentos de saúde do bairro de Nazaré.

Operação apreende monitores de glicemia e antibióticos
Os policiais flagraram um suspeito de 44 anos vendendo os itens. Durante interrogatório, ele informou a localização de um depósito. No local, a polícia encontrou mais mercadorias. A operação seguiu e prendeu um segundo homem, de 31 anos, dentro de um veículo carregado com os insumos. Um terceiro investigado, de 54 anos, foi localizado em um imóvel no Engenho Velho da Federação. Ele também estocava os produtos. Segundo o documento policial, os dois últimos detidos atuavam como fornecedores dentro da organização criminosa. A apreensão incluiu esparadrapos, monitores de glicemia, tiras reagentes, antibióticos e analgésicos.
Crimes de receptação qualificada e associação criminosa
A polícia apresentou todo o material apreendido na delegacia. Os três suspeitos responderam por receptação qualificada e associação criminosa. Eles permanecem custodiados à disposição da Justiça. As diligências da Polícia Civil continuam. O objetivo é identificar outros possíveis integrantes do esquema. A ação busca mapear a rede completa de desvio e comercialização dos insumos públicos. A denúncia anônima foi crucial para o início das investigações, que agora avançam para desarticular toda a cadeia criminosa. Este caso de desvio de materiais de saúde segue a mesma lógica de outros esquemas de fraude que lesam o patrimônio público, como o que foi desarticulado em Amélia Rodrigues.
