A Polícia Civil da Bahia recuperou 12 aparelhos celulares furtados durante a tradicional Lavagem de Arembepe, em Camaçari. A ação, que resultou na apreensão dos dispositivos, ocorreu no domingo, 15 de março de 2026, em um imóvel localizado no bairro de Itapuã, em Salvador. O mandado de busca e apreensão foi cumprido após investigações rápidas da 26ª Delegacia Territorial de Vila de Abrantes, que rastreou os aparelhos subtraídos em meio à multidão do evento folclórico.
Como a polícia localizou os celulares em Salvador?
Os furtos aconteceram na quinta-feira, 13 de março. Acontece que, a partir dos registros de ocorrência, os investigadores iniciaram diligências imediatas. Eles cruzaram dados e informações técnicas, um trabalho que permitiu identificar, em menos de 48 horas, um endereço específico em Itapuã usado como depósito para a mercadoria roubada. A reportagem do BahiaBR apurou que o local era um ponto de ocultação e redistribuição. “A agilidade nas investigações após a festa foi crucial para interceptar os bens antes de serem desovados no mercado ilegal”, explicou um delegado da Polícia Civil da Bahia, que acompanhou o caso.
Na manhã de domingo, as equipes policiais se deslocaram até o imóvel. O fato é que, ao chegarem, uma mulher de 46 anos, apontada como responsável pela residência, conseguiu fugir antes de ser abordada. Dentro da casa, os policiais encontraram os 12 celulares escondidos. Os investigadores também constataram indícios do envolvimento de um homem de 24 anos na guarda dos aparelhos. A operação expôs uma rota de ocultação de itens furtados em eventos de grande porte na região metropolitana, que terminava em um bairro da capital.
Qual o destino dos aparelhos apreendidos?
Os 12 celulares apreendidos foram encaminhados para a perícia oficial. Lá, passarão por procedimentos de identificação para que possam ser restituídos aos seus legítimos donos. O processo é burocrático e depende do cruzamento dos números de série com os registros das ocorrências. Para se ter uma ideia, em casos similares, a devolução pode levar semanas. Enquanto isso, as oitivas e diligências continuam para localizar e prender a mulher que fugiu e o homem de 24 anos envolvido. A Polícia Civil não descarta que mais pessoas integrem a mesma organização criminosa.
Quem paga a conta é o morador que perdeu seu telefone, muitas vezes com documentos e dados pessoais insubstituíveis. A história se repete em grandes aglomerações. A Lavagem de Arembepe, que reúne milhares de pessoas anualmente, sempre demanda um esquema reforçado de segurança. Este ano, a falha no policiamento preventivo permitiu a ação dos ladrões. O resultado foi uma dezena de vítimas e um trabalho complexo de investigação para reverter parte do prejuízo.
O BahiaBR cobre a segurança pública na Bahia há mais de uma década e registra que a recuperação de tantos aparelhos em uma única ação é um fato positivo, porém atípico. A eficiência nesta investigação contrasta com a estatística geral: a maioria dos celulares furtados nunca retorna aos seus donos. A pergunta que fica é sobre a capacidade de dissuadir o crime antes que ele aconteça, protegendo os cidadãos enquanto celebram a cultura baiana.
