A tarde de domingo (7) nas imediações do Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador começou com uma abordagem de rotina e terminou com uma daquelas coincidências que parecem roteiro de cinema. Em patrulhamento, militares do 32º BPM pararam um homem que conduzia uma motocicleta. Na revista, um revólver calibre 32 e munições.
A ação, por si só, já seria um bom resultado. Mas a história não para aí.
Ao levar o homem à delegacia, os policiais se depararam com um casal que procurava justamente fazer um boletim de ocorrência. Para surpresa — ou não —, as vítimas identificaram o suspeito na hora. Ele seria o autor dos roubos sofridos pelos dois, onde havia levado a moto do homem e pertences da mulher.
A ironia é dura: o mesmo lugar onde o suspeito seria autuado se tornou o palco do seu reconhecimento. A moto, com restrição de roubo, foi recuperada. A arma, apreendida.
Essas operações mostram uma sinuca de sorte no trabalho policial — o patrulhamento constante é crucial, mas às vezes o acaso dá uma ajuda decisiva. A pergunta que fica é sobre quantos casos não se resolvem com essa mesma “sorte” e quantas vítimas seguem sem recuperar o que é seu. Para esse casal, ao menos, a sensação de impunidade foi interrompida, ainda que por uma casualidade.
