Um milhão de pessoas acompanharam um único trio elétrico no circuito da Barra
Uma multidão tomou conta do circuito Orlando Tapajós, entre o Clube Espanhol e o Farol da Barra, na noite desta terça-feira (10). O motivo foi o Pipoco, evento comandado pelo cantor Léo Santana que integra o calendário oficial do pré-Carnaval. Conforme relatos enviados ao portal, milhares de foliões aguardaram desde cedo a apresentação, confirmando o protagonismo da festa. Léo Santana iniciou o desfile por volta das 19h30. “Olha essa multidão que se encontra aqui já, cara. Muito bem-vindos a mais uma edição do Pipoco do GG, em nome da Prefeitura de Salvador“, disse o artista. O som de “Vai Até o Chão” e “Posturado e Calmo” elevou a animação nos primeiros momentos do percurso.
Repertório de sucessos e aposta para 2026
Celebrando 20 anos de carreira, Léo Santana conduziu o público com grandes sucessos. “Zona de Perigo” e “Santinha” ecoaram pelo circuito. O cantor também apresentou as apostas para o Carnaval 2026, “Desliza” e “Marquinha de Fitinha”. Durante esta última, o público acompanhou em coro, reforçando a canção como candidata a hit. A apresentação teve participações especiais. A dançarina Lore Improta, esposa de Léo e grávida do segundo filho do casal, desceu do trio para acompanhar a pipoca no chão. Um grupo de amigos surgiu fantasiado em referência a ela. O cantor Diggo, parceiro em “Hipnotiza”, também subiu ao palco.
Foliões de várias histórias e regiões
A artesã Rose Carvalho, 54, pernambucana radicada em Salvador, participou pela primeira vez. “Sou muito fã de Léo Santana e do Carnaval da Bahia. É por isso que não fui embora até hoje. Fiz minha raiz aqui”, contou. A professora Cassia de Jesus, 40, destacou a emoção. “É muita alegria. A ideia do Pipoco é maravilhosa”, afirmou. O evento atraiu turistas. A família Tavares veio do Rio Grande do Sul e incluiu o Pipoco no roteiro. “Estamos de passagem, mas achamos tudo muito bonito. Trouxemos a Júlia para ouvir a música preferida dela, ‘Desliza'”, disse Glauco Tavares.
Impacto popular e econômico
O Pipoco também movimenta a economia informal. Felipe Santana, ambulante há mais de cinco anos no circuito, foi com expectativa de boas vendas. “Vim com o isopor pequeno para a concentração e, quando o GG começar a tocar, vou descer atrás do trio, vender, ganhar dinheiro e curtir”, planejou. O presidente da Saltur, Isaac Edington, ressaltou o alcance do evento. Segundo ele, o Pipoco é um produto criado nos últimos anos e super bem aceito. “É algo incrível ver cerca de um milhão de pessoas no circuito acompanhando um único trio elétrico”, destacou. A festa consolida-se como um dos momentos mais aguardados do verão soteropolitano.
