O Governo da Bahia anunciou nesta quinta-feira, 9 de abril de 2026, um extenso pacote de obras e entregas que deve alcançar todos os 27 territórios de identidade do estado até junho. O conjunto de ações, apresentado em evento no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, inclui a inauguração de 95 escolas em tempo integral, a entrega do Hospital Litoral Norte em Alagoinhas e mais de 600 obras de infraestrutura hídrica. O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que o planejamento estratégico visa reduzir desigualdades regionais e acelerar projetos estruturantes com apoio do Governo Federal.
O cronograma é ambicioso. As agendas de entrega serão lideradas pelo governador e por secretários estaduais, consolidando uma presença massiva da gestão no interior. Jerônimo Rodrigues destacou o caráter integrado. “Estamos levando escolas, creches, água, estradas e habitação para todo o estado, além de equipamentos de cultura e turismo”, disse o governador. O trabalho, segundo ele, foi feito “a muitas mãos”.
Na área da Educação, o foco são as 95 novas escolas em tempo integral. A superintendente de Políticas para a Educação Básica da Secretaria de Educação do Estado, Helaine Souza, detalhou que os equipamentos contam com infraestrutura ampla. Quadras poliesportivas e salas de aula modernas compõem o pacote. “É um investimento que acredita no processo educacional como ferramenta de empoderamento”, afirmou Helaine. O estado também tem investido em outras frentes educacionais, como o EMITec, que completa 15 anos com 14 mil alunos e debate sobre inovação.
Saúde e água no centro das atenções
A política de descentralização da saúde ganha um reforço de peso. A entrega do Hospital Litoral Norte, em Alagoinhas, é a peça-chave. A secretária da Saúde, Roberta Santana, revelou o montante investido na área: mais de meio bilhão de reais. O foco, segundo ela, é a regionalização. “São mais de duas mil obras entregues, entre unidades básicas e hospitais”, afirmou Santana. O novo hospital vai levar tratamento oncológico a uma região que ainda carecia do serviço, seguindo a lógica de investimentos como a radioterapia no Extremo Sul, onde a Bahia investe R$ 13,1 mi e evita viagens. Com o novo Hospital de Alagoinhas, por exemplo, vamos levar o tratamento oncológico à última região de saúde que ainda carecia desse serviço.
A infraestrutura hídrica também é prioridade absoluta. A presidente da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB), Larissa Moraes, ressaltou a parceria com o Governo Federal para viabilizar as metas. “Só de água, já temos mais de 600 obras para serem entregues à população”, destacou Larissa. O número é expressivo. Mostra a força-tarefa para tentar resolver um problema crônico em diversas localidades, complementando ações como as passagens molhadas em Juazeiro, que garantem mobilidade rural e segurança no semiárido.
O que fica para os baianos?
O pacote tenta responder a demandas históricas. Escolas, hospitais e água encanada. A conta, no entanto, é alta. O investimento de mais de meio bilhão apenas na saúde ilustra a dimensão do desafio, que é viabilizado por um contexto de gestão fiscal onde a Bahia reduz dívida em 6% e investe R$ 24 bilhões com recursos próprios. As inaugurações prometidas até junho colocam um prazo curto e definido sobre a mesa. A pergunta que fica é se o cronograma vai se cumprir em meio a tantas frentes abertas simultaneamente. O governo aposta na descentralização como caminho. O resultado prático, quem sente é o morador, que também é beneficiado por serviços de cidadania, como a Caravana de Direitos Humanos, que leva RG, vacinação e crédito ao Piemonte do Paraguaçu.