A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Vento Norte, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa atuante na região sul do estado. A ação, realizada em conjunto com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), cumpre mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueou cerca de R$ 3,8 milhões em ativos financeiros dos investigados.
As diligências policiais estão sendo realizadas nos municípios baianos de Eunápolis e Guaratinga. O poder judiciário da Comarca de Belmonte expediu as medidas, que também estão sendo cumpridas em outros três estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Cerca de 70 policiais civis da 23ª Coorpin, sediada em Eunápolis, estão mobilizados nas ruas.
Segundo as investigações conduzidas pelo MP-BA por meio do Gaeco (Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas), o grupo atuava de forma estruturada. O esquema envolvia tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Para movimentar o dinheiro do crime, os investigados utilizavam contas bancárias de laranjas.
Bloqueio de contas e alcance interestadual
O braço financeiro da operação foi um golpe duro. As ordens judiciais determinaram o bloqueio de 26 contas bancárias, alcançando o montante aproximado de R$ 3,8 milhões. O valor representa os recursos de origem ilícita que a organização tentava esconder no sistema financeiro.
A rede criminosa não se limitava às fronteiras baianas. A atuação integrada das polícias permitiu que mandados fossem cumpridos simultaneamente em quatro estados. A operação expõe uma organização com tentáculos espalhados pelo Sudeste, mas com raízes fincadas no sul da Bahia.
O que diz o Ministério Público
De acordo com o MP-BA, a operação é resultado de um longo trabalho de inteligência do Gaeco. O grupo especial foca justamente em desmontar a estrutura logística e financeira de organizações criminosas. Dessa vez, o alvo era uma facção com ramificações no tráfico de drogas.
O fato é que a lavagem de dinheiro era peça-chave. Sem conseguir converter o lucro do crime em bens legítimos, a organização perdia força. A operação mira no coração do esquema: o caixa. O bloqueio milionário deixa o grupo sem fôlego financeiro imediato.
E tem mais. As investigações continuam em sigilo. Novas fases da Operação Vento Norte podem ser deflagradas a qualquer momento, dependendo das provas colhidas nos locais de busca e apreensão. A pergunta que fica é quantos outros integrantes ainda operam na sombra.