A Polícia Civil da Bahia desarticulou, nesta sexta-feira (27), um esquema ilegal de comercialização de água mineral em Porto Seguro. A operação, deflagrada após denúncia anônima, resultou na apreensão de 26 galões de água que, segundo análise da Vigilância Sanitária (VISA), estavam contaminados por coliformes fecais e eram impróprios para consumo humano. O responsável, um homem de 64 anos, foi identificado e responderá ao inquérito em liberdade.
As diligências foram realizadas pela 1ª Delegacia Territorial de Porto Seguro em conjunto com a VISA. O objetivo era claro: interromper uma atividade clandestina que colocava a saúde pública em risco. A ficha caiu quando os agentes chegaram ao local de envase. Era uma residência comum, onde o suspeito enchia os garrafões usando água de um poço artesiano sem qualquer controle.
Não havia autorização dos órgãos competentes. Nem o mínimo de cuidado sanitário. O produto era preparado e vendido como se fosse água mineral regular. A conta dessa irresponsabilidade, claro, quem pagaria era o consumidor final, exposto a sérios riscos de contaminação. Os locais de armazenamento e envase foram imediatamente interditados pela Vigilância Sanitária.

Água imprópria era vendida sem qualquer controle
O laudo técnico não deixou dúvidas. A água apreendida apresentava contaminação por coliformes fecais, tornando-a completamente imprópria para o consumo. Foram 26 galões já prontos para seguir para o comércio, possivelmente para bares, restaurantes ou residências da região. A operação conseguiu impedir que esse lote específico chegasse à população, mas uma pergunta fica no ar: quantos outros galões contaminados já foram vendidos?
O investigado, após ser localizado, foi conduzido à delegacia para prestar depoimento. Ele responderá ao inquérito policial em liberdade, enquanto as investigações continuam. O foco agora é rastrear o destino da água irregular que já pode ter sido comercializada e identificar se havia outros envolvidos no esquema. A Polícia Civil mantém as diligências em andamento para dimensionar por completo a rede de distribuição ilegal.
Vigilância Sanitária reforça alerta à população
A ação conjunta entre polícia e vigilância sanitária mostra a gravidade do caso. A VISA tem um papel central não só na interdição, mas também na análise que comprovou o perigo. A orientação para os moradores de Porto Seguro e região é de extrema cautela ao adquirir água mineral, especialmente em galões. É fundamental verificar a origem do produto e se o fornecedor possui alvará e autorização sanitária válidos.
Comércios irregulares como este operam na sombra, fugindo de toda fiscalização. O resultado, como se viu, pode ser desastroso. A operação desta sexta-feira cortou uma ponta desse fio, mas a investigação segue para desatar o resto do novelo e garantir que práticas semelhantes não voltem a ameaçar a comunidade.