Dois irmãos, de 18 e 19 anos, foram presos nesta quinta-feira (26) pela Polícia Civil da Bahia durante a Operação Cooper. Os mandados de prisão temporária e busca e apreensão foram cumpridos no bairro da Engomadeira, em Salvador. A dupla é apontada como responsável por ao menos 20 roubos praticados contra transeuntes na orla da capital ao longo do mês de março, aterrorizando regiões como Rio Vermelho, Ondina, Pituba e Barra.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, os dois jovens já tinham passagem pela polícia. Eles haviam sido presos durante o Carnaval, mas voltaram às ruas para repetir o crime. O modus operandi era claro: um ameaçava as vítimas com uma arma de fogo para roubar celulares e pertences, enquanto o outro ficava ao volante de um carro pronto para a fuga.
Na ação desta quinta, os policiais apreenderam itens que podem ser usados como prova material. Dentro da casa dos irmãos, foram encontrados celulares, documentos, cartões de crédito e um simulacro de arma de fogo. A operação mobilizou equipes do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), através da 7ª Delegacia Territorial do Rio Vermelho, com reforço da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE).
Área de atuação dos criminosos cobria bairros nobres
A investigação mapeou uma rota do medo. Os crimes não se concentravam em um único ponto. A dupla agia em múltiplas localidades da orla, sempre visando transeuntes. A lista de bairros afetados é extensa e inclui áreas de grande circulação:
- Rio Vermelho
- Ondina
- Pituba
- Barra
- Graça
- Amaralina
- Avenida Vasco da Gama
Foram 20 casos registrados apenas em março. E a história se repete: os mesmos criminosos, presos na festa de momo, soltos e de volta à atividade ilegal em poucas semanas. Quem paga a conta é o morador e o frequentador dessas áreas, que vê a sensação de insegurança bater recorde negativo.
Investigações continuam para identificar rede criminosa
As prisões são um resultado, mas não o ponto final. Conforme divulgado pela Polícia Civil, as apurações seguem em andamento. O objetivo agora é localizar outros possíveis envolvidos e desarticular por completo a ação criminosa. O fato de terem apreendido documentos e cartões pode fornecer pistas sobre o destino dos objetos roubados ou sobre uma rede de receptação.
A operação Cooper deixa claro o foco em um problema crônico. O que fica é a pergunta sobre a eficácia das medidas pós-prisão. Se os investigados voltaram a cometer os mesmos crimes em tão pouco tempo, o sistema precisa de respostas mais contundentes. A população da orla aguarda para ver se a sensação de segurança retorna às ruas.