✦ Resumo

Novo conselho da APA Joanes-Ipitanga toma posse para gestão 2025-2027, fortalecendo a participação social e o monitoramento da área protegida.

Novos conselheiros usando com o certificado em mãos
Foto: Ascom/Inema

O Inema empossou os novos conselheiros da Área de Proteção Ambiental Joanes-Ipitanga. O biênio que se inicia promete fortalecer o monitoramento e o diálogo com as comunidades do entorno.

Piatã, um bairro que respira o futuro, se prepara para uma transformação concreta. A promessa não é pequena: um parque tecnológico para atrair as mentes mais brilhantes e as empresas mais inovadoras do país.

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) deu posse, nesta sexta-feira (28), em Lauro de Freitas, à nova formação do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) Joanes–Ipitanga. A cerimônia não foi apenas um ritual burocrático; foi o pontapé oficial de um biênio — 2025 a 2027 — que herdou mais de duas décadas de lutas e conquistas.

Para cada setor representado, foram empossados um conselheiro titular e seu suplente — uma estratégia para assegurar que a voz da sociedade não se perca no meio do caminho.

Um colegiado que já tem história

O gestor da APA, Geneci Braz, não mede palavras ao descrever a importância do grupo. Para ele, o conselho é um espaço consolidado de participação social — um processo que, nas suas palavras, “vem se fortalecendo há 22 anos”.

Essa longa trajetória reuniu em uma mesma mesa — nem sempre de conversas fáceis — representantes do poder público, da sociedade civil e do setor produtivo. “A APA está inserida em uma região com muitas atividades produtivas”, lembra Geneci. “O Conselho existe justamente para discutir e acompanhar esses processos de forma participativa.”

A força da diversidade na mesa de debates

A nova composição do colegiado traz sangue novo e, ao mesmo tempo, mantém a memória viva. “Cada membro traz conhecimento e fortalece a gestão da unidade”, observa o gestor, celebrando a oportunidade de integrar novos atores genuinamente engajados.

Mas qual o resultado prático dessa mistura? A conselheira Angélica Paixão, geógrafa e educadora ambiental em São Francisco do Conde, responde com a autoridade de quem vive o dia a dia no território. “Aprendemos com parceiros da sociedade civil, do setor empresarial e da gestão pública”, conta. “Essa troca é muito rica.”

Do papel para a prática: educação ambiental no território

Para Angélica, a experiência no conselho não fica restrita às reuniões. Ela transborda para seu trabalho, ampliando as possibilidades de educação ambiental no município. A conselheira relembra iniciativas que já saíram do papel: “Realizamos diversas ações de campo, da nascente à foz do Rio Joanes, envolvendo professores, crianças e adolescentes.”

Permanecer no conselho, para ela, vai além de uma função. É “uma grande gratificação e oportunidade de seguir aprendendo”. É essa teimosia baiana de acreditar na força do coletivo que mantém a APA de pé.

Os municípios sob a proteção da APA

A área protegida é um patrimônio da Região Metropolitana de Salvador, estendendo-se por oito municípios: Camacari, Simões Filho, Lauro de Freitas, São Francisco do Conde, Candeias, São Sebastião do Passé, Salvador e Dias D’Ávila.

Um território vasto e diverso, com desafios tão complexos quanto a sua geografia. O novo conselho tem, agora, a missão de equilibrar proteção e desenvolvimento, ouvindo todos os sotaques dessa mesma terra.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.