Um mutirão de limpeza retirou cerca de duas toneladas de resíduos da Foz do Rio Joanes, na Praia de Buraquinho, em Lauro de Freitas, neste sábado (28/3). A ação, realizada pela Prefeitura de Lauro de Freitas por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), mobilizou voluntários e entidades civis em alusão ao Dia Mundial da Água. A prefeita Débora Regis participou da iniciativa, que focou na despoluição do manguezal, considerado um berçário natural vital para a região.
O trabalho concentrou-se na área do mangue, com a retirada de objetos volumosos como televisões e restos de geladeiras. A organização forneceu equipamentos de proteção individual e sacos para coleta seletiva aos participantes. O secretário da SEMMA, Brígido Neto, definiu a atividade como um movimento de educação ambiental aplicada. “Quando a comunidade atua diretamente na conservação do mangue e da foz, fortalecemos o sentimento de pertencimento e responsabilidade com o nosso patrimônio natural”, afirmou.
Conscientização e participação comunitária
Além da limpeza física, o evento teve um caráter educativo marcante. A prefeita Débora Regis reforçou a necessidade de ampliar atividades ambientais. “Temos que cuidar da nossa cidade, para deixá-la cada vez mais limpa, por isso que o objetivo é ampliar essas atividades ambientais e atrair cada vez mais pessoas para cuidar dos nossos rios”, disse. O apoio logístico para a remoção dos resíduos coube à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos.
Rodrigo Chetto, idealizador do projeto ‘Essa Praia Também é Minha’, destacou o impacto da ação. “Estimamos a retirada de quase duas toneladas de resíduos, por isso, a importância de estarmos aqui é gigantesca. O maior ganho deste evento é a educação ambiental”, explicou. Ele foi direto ao ponto: “Precisamos transformar nossa cultura e aprender a cuidar do planeta, que é a nossa única casa.”
Parcerias que sustentam a ação
A força-tarefa não foi uma iniciativa isolada. Várias instituições locais somaram esforços. A Colônia de Pescadores Z57, a OSCIP Rio Limpo, a Rede de Mobilização pela Causa Animal (REMCA) e a Associação dos Comerciantes da Praia de Buraquinho e Afins (ACOPABA) estiveram presentes. O resultado foi uma operação que uniu poder público e sociedade civil em um objetivo comum.
E o que fica depois que o lixo é removido? A pergunta que fica é se a conscientização gerada no mutirão vai se traduzir em um descarte correto permanente. Ações pontuais limpam, mas a mudança de hábitos é que protege. A conta do descaso ambiental sempre chega, e quem paga é o ecossistema.