✦ Resumo

Salvador oferece mergulho em naufrágios históricos e recifes de coral a poucos metros da orla, com condições ideais para a prática.

Foto: Jefferson Peixoto / Secom PMS

Águas calmas e boa visibilidade atraem praticantes

A apenas cem metros da orla de Salvador, embarcações históricas repousam no fundo do mar. Recifes de corais, tartarugas e cavalos-marinhos circulam entre estruturas de naufrágios naturais do século XVII e artificiais, como o ferry-boat Agenor Gordilho. A atividade de mergulho, que dura em média duas horas, ganha popularidade nas praias da capital baiana. A visibilidade da água, a temperatura amena e a relativa calmaria do mar criam condições para a prática.

Instrutores orientam sobre segurança e locais ideais

O oceanógrafo André Quadros, da Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar), atua como instrutor. Ele recomenda que iniciantes busquem empresas credenciadas. “O ideal é que cada pessoa tenha o próprio material, como máscara, nadadeira e snorkel”, afirmou Quadros em relato à Secom PMS. Para ele, os melhores pontos de iniciação são Porto da Barra e Boa Viagem, com profundidades de até doze metros. Mergulhadores avançados podem explorar naufrágios na baía de Todos os Santos, a quarenta metros de profundidade.

Estudo mapeia pontos de mergulho na capital

Um projeto da Secretaria do Mar (Semar) com a Universidade Federal da Bahia (Ufba) estuda os naufrágios visitáveis em Salvador. Conforme a secretária Duda Lomanto, a pasta promove ações para fortalecer o turismo náutico. A lista de locais inclui desde o entorno do Farol da Barra, com os naufrágios Ho Mei e Bretagne, até áreas mais afastadas, como o largo da Ilha de Itaparica. O naufrágio Queen está localizado entre o Farol da Barra e Humaitá.

Condições climáticas influenciam a prática

A atividade pode ser realizada em qualquer época do ano. No inverno, as opções diminuem devido ao mau tempo. André Quadros alerta para a necessidade de observar o movimento das marés e a previsão meteorológica. Ele também desaconselha mergulhos solitários. “O mergulho é uma atividade de contemplação. Não devemos tocar nos animais marinhos”, disse o instrutor. Regiões como Rio Vermelho e Itapuã apresentam correntes mais intensas, o que reduz sua frequência de uso.

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Sobre o autor

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.