Salvador celebrou seus 477 anos com a inauguração da primeira etapa de requalificação do Parque Metropolitano do Abaeté, em Itapuã, neste domingo (29). O governador Jerônimo Rodrigues entregou o novo Memorial, uma Casa da Memória, e autorizou mais R$ 5 milhões para a ampliação do projeto. A obra, que inclui um novo mirante e restaurantes, visa reanimar a economia local e reforçar o pertencimento cultural no entorno da lendária Lagoa do Abaeté.
O evento reuniu moradores e visitantes no local, sÃmbolo da força afro-brasileira. âEstamos em mais uma etapa de modernização da Lagoa de Abaetéâ, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues. A nova estrutura oferece um mergulho na história do parque, com informações sobre ecossistemas, tradições e o patrimônio cultural da região.
EquilÃbrio entre preservação e identidade
O secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, explicou o propósito do memorial. âEssa etapa envolve a criação de um memorial belÃssimo, visando trazer conhecimento e pertencimentoâ, disse. A obra tenta equilibrar a modernização com a preservação da identidade ancestral do local.
Quem sente na pele a transformação é a comunidade. A moradora e ganhadeira de Itapuã, Teresa Santos, de 77 anos, não escondeu a emoção. âà só alegria. A gente tem que divulgar muito para que as pessoas venham ver como é que está lindo esse Abaetéâ, destacou. Ela comemorou a segurança 24 horas e a nova paisagem. Para Teresa, o sentimento é de que “é outro Abaeté”.
O que vem pela frente no parque
Com a entrega do Memorial, a máquina pública não para. O governador assinou a autorização para iniciar a licitação da segunda fase da requalificação urbana. O projeto é ambicioso.
- Intervenções urbanÃsticas em toda a área do parque;
- Construção de novas quadras de areia;
- Implantação de banheiros públicos;
- E a construção do novo mirante, já com os R$ 5 milhões garantidos.
A promessa é de mais estrutura para quem vive e para quem visita. A conta chegou, mas a expectativa é que o investimento transforme de vez a relação da cidade com esse patrimônio natural e cultural. A pergunta que fica: a modernização vai conseguir mesmo preservar a alma ancestral do Abaeté?