✦ Resumo

Lauro de Freitas adota modelo nacional de gestão correcional, reformulando seu sistema municipal com foco na conduta da Guarda Municipal.

Frente do predio da prefeitura de Lauro de Freitas
Foto: Tiago Pacheco

A cidade dá um passo adiante na modernização do controle interno. Um novo decreto municipal reformula o sistema correcional, preparando o terreno para um modelo de gestão de alta performance reconhecido em todo o país.

Lauro de Freitas dá um passo concreto — e burocrático — para tentar afinar a máquina pública. A publicação do Decreto Municipal nº 5.573/2025 no Diário Oficial desta quarta-feira (3) não é apenas uma atualização normativa. É a tentativa de estruturar, no papel, um Sistema Municipal de Correição mais claro e abrangente, com foco especial na conduta dos agentes da Guarda Municipal.

A principal alteração do texto, que reformula um decreto de 2021, é a renomeação oficial da Corregedoria da Guarda Municipal, órgão ligado à pasta de Segurança. Mas o movimento vai além de uma mudança de nome. O objetivo declarado é preparar a cidade para implementar a Matriz Nacional de Maturidade Correcional (CRG-M), uma ferramenta de gestão considerada de alta performance.

E por que Lauro de Freitas foi escolhida para esse papel de vanguarda? A resposta está em um caso de sucesso anterior. Após ganhar destaque nacional pela implantação de processos eletrônicos correcionais, a gestão municipal foi convidada pela Controladoria-Geral da União (CGU) para apresentar sua experiência a outras cidades. Agora, o convite é para ser pioneira na adoção do novo modelo CRG-M — uma chance de, novamente, tentar ser referência.

Os ajustes também mexem na engrenagem interna. A Corregedoria da Guarda Municipal, que retomou suas atividades este ano agora com uma Subcorregedoria, terá seu fluxo de trabalho aprimorado pelas novas regras. A promessa é de uma atuação mais segura e fortalecida.

No fim do dia, o discurso é de consolidação de um legado: transparência, eficiência e aprimoramento contínuo. O prefeito bete na tecla de um modelo integrado e orientado a resultados. A população fica na expectativa. A questão que fica no ar é se a sofisticação dos modelos de gestão conseguirá, de fato, traduzir-se em ética e agilidade tangíveis no serviço público. Entre o decreto e a rua, há sempre um longo caminho.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.