✦ Resumo

Lauro de Freitas inicia 2025 com obras de pavimentação e drenagem para reconstruir a infraestrutura urbana.

Rua asfaltada em Lauro de Freitas
Foto: Jean Victor / Tiago Pacheco / Gabriel Soares

O ano de 2025 começou com a prefeitura priorizando o chão que a população pisa. Uma série de obras de infraestrutura, de pavimentação a drenagem, marca a tentativa de reconstruir a malha urbana do município.

A reconstrução de uma cidade começa pelo básico: pelo asfalto, pelos bueiros, pelos canais. Em Lauro de Freitas, 2025 foi o ano de colocar a mão na massa — ou melhor, no concreto e no cimento — para tentar recuperar o tempo perdido. A Secretaria de Infraestrutura moveu máquinas por todos os cantos, numa tentativa clara de responder a uma das maiores queixas do cidadão comum: o estado das ruas.

A principal bandeira foi o Pavimenta Lauro. O programa, que promete ser mais do que uma ação isolada, começou seu serviço de recapeamento e sinalização nos bairros do Caji e de Buraquinho. A promessa de mobilidade e qualidade de vida soou bem para quem convive com vias desgastadas. Mas a pergunta que fica no ar é se o ritmo vai acompanhar a demanda. A gestão adianta que os próximos da fila são os bairros de Itinga e o Centro.

Enquanto o recape avança, outra frente tenta estancar a degradação diária: a Operação Buraco Zero. O serviço de tapa-buraco é uma corrida contra o tempo e as chuvas. Até agora, a prefeitura afirma ter passado por aproximadamente 600 ruas em todos os bairros. Um ponto que saiu da pequena reparação para uma intervenção completa foi a Rua Gerino de Souza Filho, incluindo a área do Bambuzal — uma vitória local, sem dúvida, mas que mostra como o problema vai além de um simples remendo.

O calcanhar-de-aquiles de qualquer cidade baiana, porém, segue sendo a drenagem. A gestão mira em prevenir os alagamentos que paralisam a vida. Foram cerca de 330 pontos de manutenção e 300 desobstruções da rede. Em paralelo, obras de microdrenagem avançam em ruas específicas de Ipitanga, Buraquinho e no Loteamento Parque Santa Rita, em Itinga. A limpeza de aproximadamente 300 canais — entre roçagem manual e com máquinas — tenta garantir que a água das chuvas encontre seu caminho.

E o melhor: outras frentes avançam, ainda que em velocidades diferentes. A secretaria entregou o Campo Novo da Rua, no Portão, requalificou vias no Picuaia e segue tocando a obra da nova orla de Ipitanga, já com mais de 70% de execução. No Centro, as praças Martiniano Maia e João Thiago dos Santos (a Praça da Matriz) ganharam nova cara. Fora isso, houve a retomada das obras do Centro de Iniciação ao Esporte (CIE) de Areia Branca.

É um volume considerável de ações — ninguém pode negar. A sensação é de uma gestão que decidiu priorizar a infraestrutura física, tentando recuperar a credibilidade com o cidadão através do que é tangível. Resta saber se essa corrida contra o desgaste natural e a demanda acumulada será sustentável. A reconstrução de Lauro de Freitas, afinal, é uma maratona. E 2025 parece ter sido a largada, um ano que também viu a cidade encerrar com foco em logística reversa e saneamento e fechar avanços na saúde com reformas e tecnologia. A operação no Caji complementa os esforços de urbanização, enquanto a fiscalização contra obras irregulares busca ordenar o crescimento.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.