O futuro tem nome, e ele já calça as chuteiras do Esquadrão
A vibração na Fonte Nova neste domingo foi diferente. Não era só a alegria por mais uma vitória na conta do maior campeão baiano. O que ecoou nas arquibancadas e chegou aos lares pela TV Brasil foi o som de uma nova era ganhando forma em campo. Liderados pelo fenômeno Ruan Pablo, de apenas 17 anos, um trio ofensivo com média de idade adolescente comandou a goleada do Bahia por 4 a 2 sobre o Jequié. A partida mostrou que o caminho para o 52º título pode ser pavimentado com a ousadia da base. Conforme o planejamento do técnico Rogério Ceni, o Estadual serve como palco de testes. Enquanto os titulares afinam a preparação, a janela se abre. Foi a chance aguardada pelo goleiro João Paulo, que estreou após chegar do Santos em agosto. Mais do que isso, foi a consagração de um projeto. Revelações como Kauê Furquim, Dell e o próprio Ruan Pablo, este com uma multa bilionária que atesta seu potencial, não apenas entraram em campo. Eles decidiram o jogo.
O “Haaland do Sertão” e a joia de 200 milhões
O primeiro tempo foi uma aula de dinamismo. Em seis minutos, Jota, volante de 21 anos que retornou de empréstimo, abriu o placar. O Jequié reagiu e empatou com Tiago Recife, mas a resposta tricolor veio com assinatura das promessas. Aos 35, Ruan Pablo apareceu para recolocar o Bahia em vantagem. Seis minutos depois, após jogada de Dell – apelidado de “Haaland do Sertão” por seu faro de gol –, o garoto apareceu de novo para ampliar. A dupla que brilhou na Seleção Brasileira sub-17 mostrou que a sintonia continua. O ritmo diminuiu na etapa final, e Nael até marcou um golaço para o Jequié. O time do interior, porém, não sustentou a reação. Nos acréscimos, o zagueiro Fredi cabeceou para o quarto gol, após cobrança de escanteio de Rodrigo Nestor. A rodada, transmitida em parceria com a TVE Bahia, terminou com os jovens no centro das atenções. A estreia vitoriosa confirma uma aposta. O documento tático de Rogério Ceni para a temporada parece claro: integrar, dar ritmo e confiar. Enquanto isso, em São Paulo, o Corinthians também vencia com um time misto. Em Santa Catarina, a Chapecoense seguia sem vencer. O cenário dos estaduais ganha cores diversas, mas em Salvador, a tinta é tricolor e fresca. A nova geração não pede passagem. Ela já está abrindo o caminho.
