✦ Resumo

Homem foi preso em Juazeiro por perseguir e ameaçar a ex-companheira, descumprindo medida protetiva.

Policial civill feminina olhando monitor
Foto: ASCOM PCBA

Um homem de 26 anos foi preso em Juazeiro, no norte da Bahia, acusado de perseguir e ameaçar a ex-companheira. A prisão preventiva foi cumprida na quarta-feira (8), no bairro Piranga, após ação da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam). O investigado responde por descumprimento de medida protetiva, ameaça, stalking e lesão corporal.

O mandado de prisão partiu da Justiça a pedido da Deam. A unidade acumulava três registros de descumprimento de medida protetiva contra o mesmo homem. A ficha caiu quando as ameaças contra a vida da mulher se tornaram constantes. Ele a perseguia onde quer que ela estivesse.

Na prática, a medida protetiva, determinada por um juiz, não foi capaz de frear a perseguição. O caso expõe o desafio de proteger vítimas quando a violência se torna uma sombra. Investigadores da Deam localizaram e capturaram o suspeito. Ele foi apresentado na delegacia e, em seguida, recolhido ao sistema prisional.

Perseguição sistemática motivou prisão preventiva

Segundo as apurações da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Juazeiro, o padrão de assédio foi decisivo para a prisão. O crime de stalking, tipificado como perseguição obsessiva, foi uma peça central. A vítima não tinha trégua. O fato é que outras duas ocorrências anteriores já apontavam para o descumprimento das regras impostas pela Justiça.

Agora repare: a prisão preventiva é decretada quando há risco à investigação, à ordem pública ou garantia da aplicação da lei. Neste caso, o risco era claro e imediato para a integridade da mulher. O suspeito segue custodiado à disposição do Poder Judiciário. O que significa que ele responderá ao processo sob prisão.

O que acontece após a prisão em flagrante?

O caminho judicial está apenas começando. Com a prisão preventiva decretada, o investigado não obtém liberdade enquanto o caso corre na Justiça. A Deam de Juazeiro segue com as investigações para consolidar o inquérito. Todo o material será enviado ao Ministério Público, que oferecerá a denúncia.

O caso em Juazeiro mostra que a medida protetiva, sozinha, não é um escudo — ela precisa ser seguida de ação policial rápida e decisiva quando violada.

A conta chegou para o suspeito. Para a vítima, resta a esperança de que a prisão interrompa um ciclo de terror que já durava tempo demais.

E tem mais: a sociedade baiana se pergunta quantos casos similares ainda não resultaram em prisão. A pergunta que fica é sobre a eficácia da rede de proteção. A lei existe. A estrutura policial especializada, também. Mas o desafio permanece em fazer com que a proteção chegue a tempo, todos os dias, em todos os bairros.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.