Salvador segue na batalha contra as filas de cirurgias. Neste sábado (29), o Hospital Municipal do Homem (HMH) abre suas portas para mais uma etapa de um mutirão que já virou rotina — e esperança — para dezenas de baianos. A missão é clara e urgente: realizar a triagem para procedimentos de histerectomia (retirada de mioma), colecistectomia por vídeo (vesícula) e correção de hérnias.
A fila começa a se formar às 7h. São 70 vagas, preenchidas por ordem de chegada, destinadas a homens e mulheres entre 18 e 70 anos. Mas a vaga não é para quem quer, e sim para quem já tem a indicação médica no bolso — e na história. Quem for ao local precisa encarar a papelada de sempre: documento oficial com foto e o cartão do SUS. A dica de ouro, porém, é levar os exames recentes. — Ultrassom, tomografia ou ressonância magnética não são apenas papéis; são os atalhos que podem encurtar a espera na frente do médico.
Este mutirão não é um fato isolado. Ele é mais uma peça no quebra-cabeça montado pela prefeitura para expandir a capacidade cirúrgica da rede. A estratégia é de guerrilha: atacar a demanda reprimida onde ela mais dói. O calendário de novembro, que já viu ações nos dias 1º, 8 e 22, mostra um esforço contínuo.
A pergunta que fica é: será que essas mobilizações pontuais serão capazes de conter a maré de necessidades que se acumulam mês a mês? A iniciativa é vital, mas a população espera que o mutirão seja um caminho sem volta, e não apenas uma solução de fim de semana.
