A Unidade de Terapia Intensiva II do Hospital do Oeste (HO), em Barreiras, recebeu o Selo UTI Top Performer 2026, um reconhecimento nacional de alta eficiência. A premiação, concedida pela Epimed Solutions em parceria com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), avalia a qualidade assistencial e o uso racional de recursos em UTIs. O hospital é vinculado à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID).
Foram 332 unidades certificadas em todo o Brasil em 2026. Apenas 75 delas são públicas. O desempenho da UTI II do HO foi medido ao longo de todo o ano de 2025. Os critérios analisados incluíram o tempo de permanência dos pacientes, a taxa de mortalidade e, de forma crucial, a utilização adequada dos recursos do setor. Esses indicadores mostram, na prática, a efetividade do cuidado intensivo oferecido à população do oeste baiano.
O resultado não veio por acaso. A líder geral do HO, Marina Barbizan, atribui a conquista ao trabalho das equipes multidisciplinares. Enfermeiros, médicos e fisioterapeutas formam a linha de frente, mas o esforço se estende a todos os profissionais e serviços de apoio do complexo hospitalar. “Essa avaliação expressa um modelo assistencial pautado em serviço especializado, monitoramento contínuo e atuação integrada de equipes”, afirmou Barbizan.
O que significa o selo para a saúde pública na região?
O Selo UTI Top Performer vai além de um certificado na parede. Ele atesta que uma unidade pública em uma cidade do interior consegue operar com alto padrão técnico. O foco na eficiência é um divisor de águas. Significa fazer mais com os recursos existentes, otimizando leitos, reduzindo tempos de internação e melhorando desfechos clínicos. Para o paciente, a conta é clara: maior chance de recuperação com um atendimento que segue protocolos nacionais de excelência.
Barreiras, polo econômico do oeste, agora abriga uma UTI de referência. A notícia chega em um momento de pressão sobre o sistema público de saúde. A conquista coloca o Hospital do Oeste em um seleto grupo. Das centenas de UTIs avaliadas, menos de um quarto conseguiu a certificação sendo da rede pública. O fato é que o reconhecimento joga luz sobre um modelo de gestão que funciona. A integração entre Sesab, OSID e as equipes locais mostrou resultado mensurável.
Os números por trás da qualidade do atendimento
A metodologia da Epimed Solutions é rigorosa. Ela cruza dados concretos para chegar a uma pontuação de eficiência. Não basta ter baixa mortalidade se o tempo de ocupação dos leitos for desproporcional. O equilíbrio é a chave. A UTI II do HO foi monitorada durante os 12 meses de 2025. Cada alta, cada procedimento e cada recurso utilizado entrou na planilha. O selo comprova que a unidade operou dentro dos parâmetros ideais definidos pela AMIB, a principal entidade da especialidade no país.
O que fica para a população? A garantia de que, em um momento crítico, o serviço existe e tem qualidade atestada. A pergunta que se faz é: esse modelo pode ser replicado em outros hospitais estaduais? A receita, segundo a gestão do HO, envolve investimento em pessoas e processos. Monitoramento contínuo, equipes integradas e foco absoluto no paciente. A história se repita ou não em outras unidades, como no Hospital Estadul Norte será inaugurado em maio com 180 leitos ou no Cican amplia 10 mil atendimentos com 50% da obra pronta, em Barreiras a conta fechou a favor da vida.