✦ Resumo

Bahia perde para o Fluminense por 2 a 0 e termina o Brasileirão na sétima colocação.

jogador do Bahia e do Fluminense em campo jogando
Fotos: Letícia Martins/EC Bahia

O Bahia encerrou o Brasileirão com uma derrota no Rio. O time perdeu por 2 a 0 para o Fluminense no Maracanã e terminou a competição na sétima posição, com 60 pontos.

O Esquadrão de Aço desembarcou no Maracanã neste domingo (7) com a missão de fechar o Brasileirão em alta. Mas o que encontrou foi um Fluminense decidido a dar seu próprio adeus à torcida. O resultado, um 2 a 0, refletiu a partida: um Bahia que existiu bem até o intervalo, mas que se perdeu completamente na etapa final.

Primeiro tempo: equilíbrio e oportunidades perdidas

Sob um sol carioca que parecia baiano, o time de Rogério Ceni mostrou que veio para jogar. O primeiro tempo foi de trocação franca, com o Bahia criando as duas melhores chances. Aos 34 minutos, uma finalização rasteira de Erick Pulga sofreu um rebote perigoso do goleiro Fábio, e Willian José apareceu para a finalização. A defesa tricolor salvou em cima da linha.

Pouco antes do intervalo, outra jogada perigosa. Jean Lucas desarmou com autoridade, a bola chegou em Ademir, que serviu Willian José. O chute forte foi para outra defesa importante. Do outro lado, o goleiro Ronaldo manteve a rede zerada, garantindo o 0 a 0 no intervalo com atuação segura.

A virada que veio com o jogo

O segundo tempo, no entanto, teve outra cara. O Fluminense saiu mais incisivo, e o Bahia pareceu ter perdido o fôlego e a organização. Aos 30 minutos, uma falha na saída de bola — daquelas que doem — culminou com Paulo Henrique Ganso finalizando para abrir o placar. O time baiano, desestabilizado, não reagiu.

Aos 38, a sentença. Em uma jogada aérea, o experiente Thiago Silva subiu sozinho para cabecear e ampliar. 2 a 0. O Esquadrão, então, parecia apenas cumprir tabela, sem conseguir reordenar suas linhas ou criar reação.

Sétimo lugar: um espelho da temporada?

Com o apito final, a conta ficou em 60 pontos e a sétima colocação. Uma campanha que, vista de longe, parece sólida — afinal, é um lugar ao sol no G-8. Mas quem acompanhou de perto sabe: é um retrato da irregularidade. O time mostrou futebol para mais em vários momentos, mas também teve apagões inexplicáveis, como neste domingo.

A pergunta que fica é justamente sobre o próximo passo. A estrutura está aí, alguns nomes de peso também. Mas para brigar em um patamar ainda mais alto, será preciso mais do que lampejos. Será preciso a regularidade e a frieza que faltaram no Maracanã.

O time titular tinha: Ronaldo; Arias, Kanu, Mingo e Juba; Acevedo (Caio Alexandre), Jean Lucas e Everton Ribeiro (Nestor); Ademir (Tiago), Erick Pulga (Ruan Pablo) e Willian José (Cauly). Agora, é fazer as contas, olhar para o espelho da temporada e planejar 2026.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.