O Bahia encerrou o Brasileirão com uma derrota no Rio. O time perdeu por 2 a 0 para o Fluminense no Maracanã e terminou a competição na sétima posição, com 60 pontos.
O Esquadrão de Aço desembarcou no Maracanã neste domingo (7) com a missão de fechar o Brasileirão em alta. Mas o que encontrou foi um Fluminense decidido a dar seu próprio adeus à torcida. O resultado, um 2 a 0, refletiu a partida: um Bahia que existiu bem até o intervalo, mas que se perdeu completamente na etapa final.
Primeiro tempo: equilíbrio e oportunidades perdidas
Sob um sol carioca que parecia baiano, o time de Rogério Ceni mostrou que veio para jogar. O primeiro tempo foi de trocação franca, com o Bahia criando as duas melhores chances. Aos 34 minutos, uma finalização rasteira de Erick Pulga sofreu um rebote perigoso do goleiro Fábio, e Willian José apareceu para a finalização. A defesa tricolor salvou em cima da linha.
Pouco antes do intervalo, outra jogada perigosa. Jean Lucas desarmou com autoridade, a bola chegou em Ademir, que serviu Willian José. O chute forte foi para outra defesa importante. Do outro lado, o goleiro Ronaldo manteve a rede zerada, garantindo o 0 a 0 no intervalo com atuação segura.
A virada que veio com o jogo
O segundo tempo, no entanto, teve outra cara. O Fluminense saiu mais incisivo, e o Bahia pareceu ter perdido o fôlego e a organização. Aos 30 minutos, uma falha na saída de bola — daquelas que doem — culminou com Paulo Henrique Ganso finalizando para abrir o placar. O time baiano, desestabilizado, não reagiu.
Aos 38, a sentença. Em uma jogada aérea, o experiente Thiago Silva subiu sozinho para cabecear e ampliar. 2 a 0. O Esquadrão, então, parecia apenas cumprir tabela, sem conseguir reordenar suas linhas ou criar reação.
Sétimo lugar: um espelho da temporada?
Com o apito final, a conta ficou em 60 pontos e a sétima colocação. Uma campanha que, vista de longe, parece sólida — afinal, é um lugar ao sol no G-8. Mas quem acompanhou de perto sabe: é um retrato da irregularidade. O time mostrou futebol para mais em vários momentos, mas também teve apagões inexplicáveis, como neste domingo.
A pergunta que fica é justamente sobre o próximo passo. A estrutura está aí, alguns nomes de peso também. Mas para brigar em um patamar ainda mais alto, será preciso mais do que lampejos. Será preciso a regularidade e a frieza que faltaram no Maracanã.
O time titular tinha: Ronaldo; Arias, Kanu, Mingo e Juba; Acevedo (Caio Alexandre), Jean Lucas e Everton Ribeiro (Nestor); Ademir (Tiago), Erick Pulga (Ruan Pablo) e Willian José (Cauly). Agora, é fazer as contas, olhar para o espelho da temporada e planejar 2026.