✦ Resumo

Festival de arte negra baiana ocorre em abril de 2026 com 11 dias de programação diversa e ingressos a R$ 20.

Cineteatro 2 de Julho
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

O I Festival das Artes do Cineteatro 2 de Julho acontece de 9 a 19 de abril de 2026, celebrando a arte negra baiana com uma programação diversa que inclui shows, teatro, dança, cinema e rodas de conversa. Com o objetivo de promover acesso à cultura com inclusão, o evento espera receber mais de 2.500 pessoas e reserva oito atrações exclusivas para cerca de 1.700 estudantes da rede pública estadual. Os ingressos para as atividades pagas custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e estão à venda na plataforma Sympla.

Durante onze dias, o festival no Cineteatro 2 de Julho vai reunir produções que valorizam narrativas e estéticas de matrizes afro-brasileiras. A abertura, no dia 9, fica por conta da cantora Majur com o show “Majur em Gira Mundo Experience”, às 20h. No dia seguinte, o palco recebe a peça teatral “Akoko Lati Wa Ni – Tempo de Ser”, vencedora da categoria “Destaque Nacional” na 36ª edição do Prêmio Shell de Teatro em 2025.

Dança, cinema e música em destaque na programação

A dança contemporânea marca presença no dia 11 com o espetáculo “Dembwa”, que transforma memórias cotidianas em coreografia ancestral. A música ganha força no dia 12 com o show “Ferruz Mais de Perto”, da cantora Gab Ferruz, e no encerramento, dia 19, com a banda Afrocidade. O cinema também tem espaço: no dia 13, o documentário “Terras que Libertam – Histórias dos Cupertinos” será exibido gratuitamente em duas sessões, retratando a luta quilombola na Chapada Diamantina.

E o pior: a programação intensa exige escolhas. No dia 14, o público pode assistir ao filme “Ijó Dudu: Memória da Dança Negra na Bahia” pela manhã e participar de um workshop de dança afro gratuito à tarde, ministrado por Arismar Adoté. Já no dia 15, a roda de conversa “Entre o canto e a dança: mulheres negras em movimento” com Carol Xavier e Nara Couto acontece às 14h30, seguida pela exibição noturna gratuita do suspense psicológico baiano “Timidez”.

Espiritualidade e ritmos ancestrais no palco

O grupo Pradarrum sobe ao palco no dia 16 com o espetáculo “Matriarcas”, idealizado pelo mestre percussionista Gabi Guedes, celebrando ritmos dos terreiros de candomblé. No dia 17, a peça “Gota d’Água” leva ao palco uma narrativa ambientada no subúrbio de Salvador. O festival se encerra no dia 19 com a sonoridade coletiva da banda Afrocidade, mesclando ritmos ancestrais ao eletrônico em um show que sintetiza a proposta de celebração e resistência do evento.

Para quem quer garantir lugar, os ingressos estão disponíveis online. A conta chegou para quem deixar para a última hora. As atividades gratuitas, como as sessões de cinema e o workshop, são por ordem de chegada. O festival transforma o Cineteatro 2 de Julho em um ponto de convergência obrigatório para quem quer mergulhar na potência da arte negra baiana em abril.

Carregando comentários...

Regras: Seu comentário será analisado antes de publicado. Não são permitidos links, ofensas, discurso de ódio ou spam. Comentários abertos por 30 dias.

Encontrou algum erro? Entre em contato
Sobre o autor Júlia Leal

Júlia Leal integra a equipe do BahiaBR.com como estagiária de conteúdo e mídias sociais. Iniciou sua trajetória no universo digital como blogueira em 2022.