A partir desta sexta-feira (11), o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), no Centro Histórico de Salvador, recebe o Festival da Primavera 2026. A programação é gratuita e segue até domingo (13), reunindo música, arte e diferentes expressões da produção negra contemporânea.
O evento é promovido pela Prefeitura de Salvador, por meio da Empresa Salvador Turismo (Saltur). Ao longo dos três dias, o festival apresenta ritmos e linguagens como samba, rap, pagodão, hip-hop, música urbana, discotecagem e música eletrônica.
Programação de sexta-feira (11)
A primeira noite começa às 18h, com a DJ Belle, multiprodutora, técnica de som e DJ soteropolitana. Às 21h, a banda Sambaiana, formada exclusivamente por mulheres de Salvador, leva ao palco uma mistura de samba de roda e pagodão baiano. O encerramento fica com Taian Riachão, um dos nomes da nova geração do samba baiano e neto do mestre Riachão, às 23h30.
Programação de sábado (12)
No segundo dia, a programação também começa às 18h, com a DJ Bruxa Braba, uma das DJs, pesquisadoras musicais e artistas periféricas da cena da noite da capital baiana. Às 21h, o grupo Afrocidade leva ao museu uma mistura de pagodão, rap e soundsystem. Na sequência, às 22h30, Sandro Ayê apresenta uma performance artística com escultura ao vivo. O encerramento da noite fica com o ÀTTØØXXÁ, às 23h30, levando a essência do pagodão baiano de rua misturada à estética da música eletrônica.
Programação de domingo (13)
No último dia, a programação começa mais cedo, às 15h, com apresentações de Creator Beats, Brianny, Bruno Kroz, Evylin, Mr. Armeng, O Quadro e Ravi Lobo. Os artistas levam ao Centro Histórico diferentes vertentes do rap, hip-hop e da música eletrônica.
Ocupação do museu
A diretora-geral do Muncab, Cintia Maria, destaca que a realização do Festival da Primavera amplia a ocupação do museu pela música e pela diversidade de ritmos que atravessam a produção negra contemporânea.
“É uma forma de reafirmar o museu como um espaço dinâmico, aberto à cidade, onde a cultura afro-brasileira pode ser vivenciada em suas muitas formas, linguagens e possibilidades”, afirma.