A partir desta quarta-feira (7), crianças, famílias, artistas, brincantes e comunidades de Valéria têm três dias de programação cultural dedicada às infâncias. O Festival Boquinha de Brasa ocupa o Espaço Boca de Brasa CEU de Valéria até sexta-feira (9), com espetáculos teatrais, artes circenses e oficinas interativas conduzidas por coletivos baianos.
A realização é da Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM). A frente Boquinha de Brasa integra o programa Boca de Brasa e tem recursos financeiros da própria FGM, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura.
Como será a programação
Na quarta (7), às 10h, o Cooxia Coletivo Teatral apresenta o espetáculo “Fala, Ìbejì!”. Às 14h, o Grupo Teca Teatro conduz a oficina “Experimentando Teatro”.
Na quinta (8), o Cooxia retorna ao CEU de Valéria com “O Poderoso de Marte”, às 10h. À tarde, às 14h, o Espaço Núcleo de Circo ministra a oficina “Circo para Todos”.
O encerramento, na sexta (9), começa às 10h com a oficina de teatro “Afro Gastronômico”, realizada pelo Cooxia. Às 14h, o Núcleo de Circo apresenta o espetáculo “Varietê”.
Direito à cultura desde os primeiros anos
A iniciativa parte do reconhecimento das crianças como sujeitos de direitos, criadoras de cultura e protagonistas de suas próprias experiências. A proposta é cultivar o pertencimento cultural, fortalecer os vínculos com os territórios e assegurar o direito de cada criança de experimentar o mundo, imaginar e criar por meio das artes.
O festival também busca aproximar as crianças da arte e da cultura pela brincadeira, pela imaginação e pela diversidade de linguagens, estimulando a vivência cultural nos territórios.
Para o gerente do Boca de Brasa, Igor Tiago, a ação reforça a dimensão transformadora da cultura desde os primeiros anos de vida. Ele afirma que toda criança deveria ter o direito de encontrar a arte, de brincar, imaginar, criar e se reconhecer na cultura, e que o festival planta sementes de sensibilidade, liberdade e transformação social.
Quando uma criança tem acesso à cultura, a gente não está apenas formando um público: está ajudando a formar novas possibilidades de mundo.