Um olhar ancestral invade o Cine Teatro de Lauro de Freitas. Alunos da rede municipal usam a inteligência artificial para criar retratos que resgatam reis, rainhas e a força da identidade negra.
Piatã, um bairro que respira o futuro, se prepara para uma transformação concreta. A promessa não é pequena: um parque tecnológico para atrair as mentes mais brilhantes e as empresas mais inovadoras do país.
O projeto, orçado em R$ 50 milhões, é mais do que tijolos e cimento. É a aposta da gestão municipal em um futuro onde a economia baiana pulsa no ritmo das startups. A expectativa é que as obras, com início no próximo semestre, gerem cerca de 500 empregos diretos em dois anos.
“Esta é uma iniciativa histórica para a nossa cidade”, afirmou o prefeito, ecoando um sentimento de otimismo cauteloso. Mas a questão que fica é: será que a infraestrutura e a qualificação profissional acompanharão a velocidade do concreto?
Oxente, se tudo der certo, Salvador pode finalmente ter seu próprio “Vale do Silício” com sotaque baiano. Um movimento que, se bem-sucedido, pode redefinir o futuro econômico da capital.
A arte saiu da sala de aula e foi ocupar um dos palcos mais tradicionais da cidade. Nesta terça-feira (18), o Cine Teatro de Lauro de Freitas abre suas portas para uma exposição que é puro empoderamento. A mostra “Um Olhar Ancestral” é assinada por estudantes da Escola Municipal Ana Lúcia Magalhães, e vai muito além das imagens na parede.
A proposta é ousada: usar a inteligência artificial como ferramenta de autoestima. As fotografias, geradas por IA, não são frias ou impessoais. Pelo contrário. Elas capturam a essência de mulheres guerreiras, reis e rainhas, criando uma ponte visual poderosa entre o passado glorioso e os jovens do presente. — É sobre pertencimento, sobre se ver na história como símbolo de resistência e orgulho.
Mas a programação não para por aí. A curadoria do evento entendeu que a conscientização precisa ser plural. A palestra fica por conta da professora e pesquisadora quilombola Gildete Melo, voz com autoridade para falar sobre identidade. E, para colocar a beleza negra em movimento, um desfile temático com os estudantes da rede municipal promete transformar o Cine Teatro em uma passarela de representatividade.
A iniciativa, com apoio da Gávea Cultural, levanta uma reflexão. Num mundo onde a tecnologia é muitas vezes acusada de distanciar, ela pode, sim, ser uma aliada para aproximar gerações e fortalecer raízes. O futuro, quando conversa com a ancestralidade, vira uma combinação imbatível.