O programa que levou o ensino médio a regiões remotas da Bahia completou 15 anos com um debate sobre o futuro. A Secretaria da Educação do Estado (SEC) e o Instituto Anísio Teixeira (IAT) iniciaram as comemorações do Ensino Médio com Intermediação Tecnológica (EMITec) com um seminário nesta terça-feira (7), em Salvador. O evento reuniu dirigentes, professores e profissionais para discutir inovação e a democratização do acesso à educação, celebrando uma iniciativa que atende mais de 14 mil estudantes em 2026.
Realizado no Cineteatro 2 de Julho, o encontro teve como tema “EMITec 15 anos: conectando distâncias, saberes e transformando vidas”. A superintendente de Políticas para a Educação Básica da SEC, Helaine Souza, foi direta ao definir a missão do programa. “O programa existe para diminuir uma lacuna e chegar a lugares onde não conseguíamos estar presentes de forma física”, afirmou. O compromisso, segundo ela, é garantir educação de qualidade para todos, promovendo equidade.
Democratização do acesso e números atuais
A diretora do EMITec, Flávia Carvalho, trouxe um dado concreto. “Só este ano, mais de 14 mil estudantes estão sendo atendidos pelo programa”, disse. Ela ressaltou que o projeto tecnológico democratizou o acesso ao ensino há 15 anos, alcançando regiões antes desassistidas. Implementado em 2011, o programa é uma oferta estruturante da SEC e foi pioneiro no Nordeste.
Como funciona? As aulas são transmitidas ao vivo via satélite dos estúdios do IAT. A rede conta com 821 mediadores em 350 localidades, conectadas aos 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTE). Esses profissionais são a ponte em sala, incentivando a participação dos alunos por meio de chat. Toda a atividade vai para um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA). O resultado é uma alternativa pedagógica que chega onde a escola física não chega, transformando a vida de jovens e adultos em áreas de difícil acesso.
Desafios e futuro do ensino mediado por tecnologia
O seminário não se limitou à celebração. Promoveu uma reflexão séria sobre os desafios e as possibilidades de ampliação do ensino mediado pela tecnologia. Painéis e rodas de conversa discutiram os próximos passos. A pergunta que fica: como expandir esse modelo sem perder a qualidade do contato humano?
O EMITec nasceu como uma solução urgente. E se consolidou. A conta é clara: sem essa intermediação técnica, milhares de baianos estariam fora da sala de aula. A história se repete a cada novo ano letivo, com mais estudantes conectados. O impacto futuro depende agora de como a SEC e o IAT vão enfrentar a evolução tecnológica e a demanda por uma educação cada vez mais integrada, como a que busca crescer na alfabetização e lançar novas ações. O sucesso de iniciativas estaduais, como os estudantes da Bahia que ganham prata em feira científica mundial, mostra o potencial a ser explorado. O desenvolvimento do estado, que reduz dívida e investe bilhões com recursos próprios, e a geração de oportunidades, com a Bahia gerando milhares de empregos formais, criam um cenário propício para investir em educação. Além disso, a melhoria da infraestrutura, com obras como as viabilizadas pelo Novo PAC para saneamento, é fundamental para apoiar a expansão de programas como o EMITec.