✦ Resumo

Embasa investe R$ 1,25 bilhão para universalizar o esgoto na Bahia até 2033, com 12 obras em andamento no estado.

Três tanques de água de tratamento do esgoto na embasa. com predios de controle de limpesa da água
Foto: Ascom/Embasa

A meta é ambiciosa: universalizar o esgotamento sanitário na Bahia até 2033. Para isso, a Embasa, com recursos federais, tem 12 obras em curso e um investimento bilionário que já muda a realidade de cidades do interior.

O desafio de levar saneamento básico a todos os baianos está ganhando um ritmo acelerado. Com um pé no acelerador do Novo PAC e outro no programa Saneamento para Todos, a Embasa mobiliza R$ 1,25 bilhão desde 2023. A corrida é contra o relógio para cumprir a meta federal de 90% de cobertura de esgoto até 2033.

Hoje, são 12 frentes de obra pipocando pelo estado, somando R$ 718 milhões em serviços que vão do sertão ao litoral. O presidente da Embasa, Gildeone Almeida, defende que a empreitada vai além da infraestrutura. “Estamos totalmente mobilizados para garantir a universalização do esgotamento sanitário, serviço fundamental para promover saúde, qualidade de vida, preservação ambiental e desenvolvimento econômico”, destaca.

O Mapa da Transformação no Interior

Algumas cidades já veem a mudança chegando perto. Em Barra do Choça, no sudoeste, os canos já cobriram 65% do trajeto. A previsão é que, até julho de 2026, os R$ 60,7 milhões investidos levem dignidade para a população.

Mas a onda de investimentos não para por aí. O diretor de Empreendimentos, Christiano Bressy, observa o bom ritmo em Irecê, Senhor do Bonfim, Ilhéus, Ruy Barbosa, Jequié, Iaçu e Vitória da Conquista. Enquanto isso, Riachão do Jacuípe, Serrinha, Conceição do Coité e Caravelas veem as máquinas começarem a trabalhar. — É a geração de emprego local dando os primeiros passos para um legado de saúde pública.

Os Transtornos que Valem a Pena?

É impossível negar: as escavações para implantar a rede coletora viram a rotina do bairro de cabeça para baixo. Poeira, ruído e ruas interditadas são a realidade temporária para milhares de baianos. A Embasa jura que mantém um canal de escuta ativo em cada município para tentar amenizar o inevitável.

A questão é: o jogo vale a pena? A resposta vai além do conforto imediato. Sistemas de esgoto eficazes são uma barreira de proteção para rios, lagos e o próprio lençol freático. Evitar que os dejetos corram direto para a natureza não é apenas uma questão estética — é saúde pública pura, uma redução direta nas doenças de veiculação hídrica.

E a Tarifa de Esgoto, Como Fica?

Operar todo esse sistema é complexo. Envolve bombeamento, tratamento físico e biológico e um monitoramento de olho vivo na qualidade do efluente final. Tudo isso custa caro: energia elétrica, produtos químicos e mão de obra especializada.

Oxente, e quem paga a conta? Quem já tem a rede na porta de casa. Por decreto estadual, a tarifa de esgoto corresponde a 80% do valor da conta de água. É esse recurso que garante a operação contínua e segura do serviço. Um investimento coletivo que retorna em saúde para a comunidade.

No fim, o que fica é a imagem de um estado em transformação lenta, porém constante. O saneamento é uma daquelas conquistas silenciosas — quando funciona, ninguém lembra que ela existe. Mas para quem ganha um banheiro digno e um rio mais limpo, a mudança é, literalmente, histórica.

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Sobre o autor Lúcia L.F

Lúcia L.F. é co-fundadora e Diretora de Parcerias do BahiaBR.com. É uma empreendedora de mídia digital com mais de uma década de experiência, atuando em portais de notícias na Bahia desde 2011.