A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um aumento em relação ao índice de 5,2% registrado no trimestre móvel anterior, de setembro a novembro de 2025. Apesar da alta no intervalo, o número de 5,8% é o menor já registrado para um trimestre terminado em fevereiro desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
No mesmo período do ano passado, o desemprego estava em 6,8%. O levantamento aponta que o país tinha 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões em busca de trabalho no trimestre recente. No trimestre anterior, eram 5,6 milhões de brasileiros procurando emprego. A pesquisa do IBGE considera desocupada apenas a pessoa que efetivamente procurou uma vaga nos 30 dias anteriores à coleta de dados.
Entenda os critérios da pesquisa do IBGE
A Pnad Contínua investiga o mercado de trabalho para a população com 14 anos ou mais. Ela abrange todas as formas de ocupação: trabalho com carteira assinada, sem carteira, temporário e por conta própria. Para chegar aos números, o instituto visita 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. O processo garante uma ampla cobertura nacional.
O dado de fevereiro, mesmo com a alta pontual, confirma uma trajetória de recuperação em comparação com os piores momentos da crise. A maior taxa de desocupação da série histórica, de 14,9%, foi atingida duas vezes durante a pandemia de covid-19, nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021. A distância entre esses recordes negativos e o patamar atual é significativa.
O que os números significam na prática?
Mais de 6 milhões de pessoas ainda buscam uma colocação no mercado. A conta não fecha para essas famílias. O aumento no número de desocupados entre um trimestre e outro, de 5,6 para 6,2 milhões, mostra que a pressão por vagas segue intensa. A pergunta que fica: a economia conseguirá absorver essa mão de obra nos próximos meses?
Os dados do IBGE servem como um termômetro crucial para políticas públicas e decisões de investimento. Eles revelam não apenas um número, mas a realidade de milhões de brasileiros. O fechamento do próximo trimestre trará novas pistas sobre a direção do emprego no país.