✦ Resumo

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre até fevereiro, mas segue como a menor para o período desde 2012.

pessoas sentadas a mesa em reunião
Foto de Dylan Gillis na Unsplash

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um aumento em relação ao índice de 5,2% registrado no trimestre móvel anterior, de setembro a novembro de 2025. Apesar da alta no intervalo, o número de 5,8% é o menor já registrado para um trimestre terminado em fevereiro desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

No mesmo período do ano passado, o desemprego estava em 6,8%. O levantamento aponta que o país tinha 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões em busca de trabalho no trimestre recente. No trimestre anterior, eram 5,6 milhões de brasileiros procurando emprego. A pesquisa do IBGE considera desocupada apenas a pessoa que efetivamente procurou uma vaga nos 30 dias anteriores à coleta de dados.

Entenda os critérios da pesquisa do IBGE

A Pnad Contínua investiga o mercado de trabalho para a população com 14 anos ou mais. Ela abrange todas as formas de ocupação: trabalho com carteira assinada, sem carteira, temporário e por conta própria. Para chegar aos números, o instituto visita 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. O processo garante uma ampla cobertura nacional.

O dado de fevereiro, mesmo com a alta pontual, confirma uma trajetória de recuperação em comparação com os piores momentos da crise. A maior taxa de desocupação da série histórica, de 14,9%, foi atingida duas vezes durante a pandemia de covid-19, nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021. A distância entre esses recordes negativos e o patamar atual é significativa.

O que os números significam na prática?

Mais de 6 milhões de pessoas ainda buscam uma colocação no mercado. A conta não fecha para essas famílias. O aumento no número de desocupados entre um trimestre e outro, de 5,6 para 6,2 milhões, mostra que a pressão por vagas segue intensa. A pergunta que fica: a economia conseguirá absorver essa mão de obra nos próximos meses?

Os dados do IBGE servem como um termômetro crucial para políticas públicas e decisões de investimento. Eles revelam não apenas um número, mas a realidade de milhões de brasileiros. O fechamento do próximo trimestre trará novas pistas sobre a direção do emprego no país.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.