Cultura Afro-Baiana Brilha com Investimento Recorde no Carnaval

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Cultura Afro-Baiana Brilha com Investimento Recorde no Carnaval

Júlia Leal
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Ouro Negro no carnavalCredito: Renato Santana

Programa Ouro Negro atinge maior edição com R$ 17 milhões para 134 grupos

O Carnaval de 2026 viu a cultura afro-baiana ocupar os circuitos com uma força sem precedentes. O Governo da Bahia executou a maior edição do Programa Ouro Negro, injetando R$ 17 milhões no apoio direto a 134 entidades de matriz africana. Desse total, 95 agremiações desfilaram em Salvador, levando blocos afro, afoxés, grupos de samba, reggae e blocos de índio para os trios elétricos e ruas da capital. A presença se espalhou por todos os cantos da festa. Segundo a organização, as ações do programa alcançaram os três circuitos oficiais – Dodô, Osmar e Batatinha – e também ganharam espaço em bairros como Garcia, Nordeste de Amaralina, Itapuã e Liberdade. A iniciativa ainda contemplou manifestações no interior, incluindo festas em Santo Amaro, Itapuã e a Micareta de Feira de Santana.

Líderes culturais destacam impacto na manutenção das tradições

Para os gestores das agremiações, o recurso é um sopro de vida. Cláudio Araújo, presidente do bloco afro Malê Debalê, relata que o apoio permite um desfile à altura da tradição do grupo. “É o fechamento de uma parceria contínua”, afirma Araújo, citando que os recursos também viabilizam oficinas de percussão, dança e letramento racial para crianças durante o ano todo. Mestre Macumba, fundador do Afoxé Dança Bahia, reforça a transformação. “Antes do Ouro Negro, tudo era muito difícil. Ter um projeto como esse nos dá segurança para manter a tradição”, disse ao portal. Já Jorginho Comancheiro, do bloco de índio Commanche do Pelô, é enfático: “Muitas instituições culturais talvez não existissem sem essa iniciativa”.

Secretário de Cultura fala em política pública consolidada

O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, define o programa como uma política pública consolidada e essencial. Em declaração ao BahiaBR, ele afirmou que fazer a maior edição do Ouro Negro significa colocar a cultura raiz e a identidade baiana como protagonistas da maior festa popular de rua do planeta. “A orientação do Governo é investir cada vez mais na democratização da festa”, complementou Monteiro, ao destacar a importância de as novas gerações terem contato com sua história por meio da arte.

Programa integra ação econômica ampla do Carnaval estadual

O Ouro Negro fez parte da programação oficial “Carnaval da Bahia: Um Estado de Alegria”. Conforme dados do Governo do Estado, o conjunto de ações movimentou cerca de R$ 7,5 bilhões na economia baiana, com geração de mais de 200 mil postos de trabalho. Somente em Salvador, a circulação de recursos ultrapassou a marca de R$ 2,5 bilhões. Criado em 2008, o programa completa 18 anos em 2026. Ele se baseia na Lei nº 13.182/2014, o Estatuto da Igualdade Racial do Estado, e surge de diálogos constantes com as entidades culturais. O resultado se viu na avenida, com o som dos tambores do Ilê Aiyê e Olodum, a fé dos Filhos de Gandhy, a cadência do Mutantes no samba e a ginga do Mangangá Capoeira, liderado pelo mestre Tonho Matéria.

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