A delegação baiana subiu ao pódio 18 vezes na etapa da Copa Brasil de BMX, realizada em Indaiatuba (SP) no último final de semana. Com 17 atletas entre os melhores colocados, o grupo contou com transporte concedido pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) para participar da competição nacional, válida como ranking C2 da Confederação Brasileira de Ciclismo.
O grande nome foi Ruan Miguel Gonçalves de Santana. O ciclista do Projeto Pedal, parceria da Associação de Bicicross Salvador com a Sudesb, venceu a categoria Boys 08. Ele chega embalado: em 2025, foi campeão brasileiro, líder do ranking nacional e vice-campeão da Taça Brasil.
Ana Clara da Silva Oliveira garantiu o segundo lugar na Girls 16. Já Miguel Barreto Nunes teve duas presenças de destaque, com um vice-campeonato na Cruiser 15-16 e a sétima posição na Boys 15. Os 17 ciclistas conquistaram pódios em categorias que variaram de Girls 11 a Men 50+, incluindo provas de cruiser.
Desempenho coletivo e visibilidade nacional
Ao todo, 34 atletas baianos viajaram para o torneio, sendo 32 integrantes do Projeto Pedal. O chefe da delegação, Leonardo Gonçalves, avaliou a participação como extremamente positiva. Ele destacou a evolução técnica do grupo, a aquisição de pontos importantes para o ranking nacional e a experiência adquirida. O resultado, segundo ele, contribuiu diretamente para o crescimento esportivo dos atletas e para a visibilidade da delegação baiana no cenário nacional.
Infraestrutura e apoio ao esporte
O apoio logístico da Sudesb, autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), foi fundamental para a presença massiva da Bahia. A competição em Indaiatuba reuniu os principais nomes do BMX nacional. Para a Federação Baiana de Ciclismo (FBC), que coordenou a representação estadual, os 18 pódios são um termômetro. Mostram a força de uma base que vem sendo trabalhada em projetos de iniciação.
O fato é que a conta fechou. A delegação voltou para casa com medalhas e, principalmente, com a confirmação de que o ciclismo baiano está no caminho certo. A pergunta que fica é sobre o próximo passo: como transformar esses pódios em etapas de uma trajetória olímpica? O desempenho em São Paulo sugere que o potencial existe. E agora precisa de continuidade.