✦ Resumo

Comunidades de Jeremoabo, Tucano e Banzaê aderem ao Projeto Centrais das Águas da Bahia, que amplia o acesso à água potável no semiárido com participação comunitária e previsão de novas unidades e 20 mil ligações rurais.

Reunião com comunidades do semiarido
Foto: Frederico Novaes

O acesso à água potável no semiárido baiano ganha novo impulso com a adesão de comunidades de Jeremoabo, Tucano e Banzaê ao Projeto Centrais das Águas da Bahia. A iniciativa do Governo do Estado, executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB), busca garantir o abastecimento regular de água potável para famílias do meio rural.

Desde o dia 22 de abril, reuniões de adesão ocorrem nas comunidades dos três municípios. Moradores conhecem o funcionamento das Centrais, tiram dúvidas e decidem coletivamente, por votação, se aderem ao projeto. A metodologia prioriza o diálogo e a participação ativa.

Metodologia participativa e organização comunitária

A proposta das Centrais das Águas vai além da instalação de sistemas. Ela envolve organização comunitária, melhoria da qualidade da água e maior regularidade no abastecimento. O projeto integra a estratégia do Governo no Território Semiárido Nordeste II e faz parte do Bahia que Produz e Alimenta, política voltada à segurança hídrica e ao desenvolvimento sustentável.

Atualmente, as Centrais das Águas já funcionam em Seabra, Jacobina e Caetité. A CAR prevê a implantação de três novas unidades em Ribeira do Pombal, Vitória da Conquista e Feira de Santana, além da instalação de cerca de 20 mil ligações de água em comunidades rurais. Na prática, a iniciativa amplia a cobertura do serviço e fortalece a gestão comunitária.

Expectativa em Ribeira do Pombal

A chegada da Central de Ribeira do Pombal gera expectativa positiva. Emerson de Jesus, presidente da associação da comunidade de Feira Nova, em Jeremoabo, participa das reuniões. Ele visitou a Central de Jacobina e ficou impressionado.

“A gente já tinha ouvido falar das Centrais, mas quando visitei a estrutura da Central de Jacobina, fiquei realmente surpreso com a organização, com a qualidade do serviço e com o cuidado com a água. Ver tudo funcionando de perto deu ainda mais confiança. Agora, com a chegada da Central de Ribeira do Pombal, a expectativa é muito grande de melhorar a vida das comunidades rurais da região”, afirma Emerson.

O fato é que a segurança hídrica no semiárido baiano segue avançando. Agora, com a gestão comunitária e a infraestrutura das Centrais, a promessa de água de qualidade sai do papel.

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Sobre o autor P. Fonseca

P. Fonseca é o fundador e editor-chefe do BahiaBR.com. Com mais de 20 anos de experiência em publicação digital e criação de conteúdo — desde os primórdios de plataformas como Blogger, MySpace e Orkut — P.