Além dos circuitos, folia impulsiona aluguel de lanchas e passeios marítimos
O Carnaval de Salvador injetou R$ 14 milhões no setor náutico local. A Secretaria do Mar (Semar) apontou que o faturamento veio do aluguel de lanchas, charters e passeios marítimos durante os quatro dias de festa. A atividade se destacou longe dos palcos oficiais, mostrando uma vertente econômica menos visível da folia.
Secretária projeta duplicação da receita com investimentos
A titular da Semar, Maria Eduarda Lomanto, afirmou que o resultado carnavalesco é uma amostra do potencial do segmento. “Nossa primeira grande ação para 2026 será investir em infraestrutura, com projetos estruturantes que fomentem essa economia”, declarou. A secretária projeta que os números podem dobrar nos próximos anos. A pasta municipal foi criada em fevereiro de 2025 para gerir esse potencial. Conforme a gestora, o setor abrange desde serviços de manutenção e marinas até turismo integrado às ilhas. Salvador receberá a regata internacional Mini Transat em 2027, com cerca de 90 veleiros vindos da França. “O desafio é fomentar a cultura náutica com responsabilidade ambiental, gerando emprego, renda e desenvolvimento sustentável”, acrescentou Lomanto.
Prefeitura lança cursos para capacitar mão de obra do setor
A expansão da economia do mar, que hoje representa 2,8% do PIB da cidade, demanda profissionais qualificados. A Prefeitura realizou um levantamento com marinas e o trade náutico para identificar necessidades do mercado. Com base nesse diagnóstico, a gestão municipal lançou a Trilha Náutica. A iniciativa oferece cursos gratuitos como eletricista naval, produção de biojoias e mecânico de manutenção de casco de embarcações. As datas para novas turmas e locais de inscrição serão divulgados nos canais oficiais da Prefeitura. A ação integra o programa Treinar para Empregar.
Estratégia municipal mira mobilidade e pesca sustentável
A aposta na economia do mar segue uma tendência internacional de valorização da “economia azul”. A estratégia da Semar inclui a implantação de um novo modal marítimo de transporte, ligando a Ilha de Maré ao Comércio e passando por bairros da Cidade Baixa. A pasta também prepara o lançamento do Propesca, projeto para fomentar colônias e associações de pesca de forma integrada. “Temos uma riqueza natural extraordinária, com mais de 60 quilômetros de extensão marítima. É um patrimônio que pode impulsionar ainda mais o desenvolvimento da cidade”, afirmou a secretária Maria Eduarda Lomanto.
