✦ Resumo

O circuito Batatinha ofereceu um Carnaval familiar e seguro no Centro Histórico, com programação cultural e samba para todas as idades.

Criança cantando no bloco de carnaval infantil
Foto: Wrias Meireles/GOVBA

Espaço seguro e cultural atrai gerações no Batatinha

O circuito Batatinha transformou-se em um reduto de alegria familiar neste Carnaval. Fantasias infantis, espuma e confete coloriram a Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, enquanto pais, mães e avós aproveitavam a folia ao lado das crianças. A cena, registrada neste domingo (15), mostra uma demanda atendida: um carnaval com programação estruturada e ambiente seguro para os pequenos. A advogada Nívea Lessa, 47 anos, frequenta o local há anos com a filha Ana Laura. “É perto da nossa casa, o espaço é seguro e tem programação especial para crianças”, afirmou ao portal. Para ela, a iniciativa permite conciliar a tradição festiva com a convivência familiar. A servidora pública Simone Florentino, 48, seguiu o mesmo raciocínio e trouxe as netas após uma experiência positiva em 2025. “É um ambiente acolhedor e tranquilo, onde as crianças e os responsáveis conseguem aproveitar juntos”, disse.

Samba como patrimônio brincante

A cantora Lilica Rocha, uma das atrações do baile infantil, conectou a diversão ao legado cultural. “A gente se diverte e brinca, ainda mais com o samba, esse ritmo centenário e tão importante para a nossa cultura”, destacou em seu relato. Sua fala aponta para um dos pilares da ação: usar a linguagem lúdica para apresentar às novas gerações uma expressão artística fundamental da identidade baiana. A empolgação da plateia era visível. Fantasiada de Stitch, Ana Laura, de 7 anos, resumiu o sentimento. “Eu gosto muito das músicas, das brincadeiras e de dançar. Venho aqui para cantar e me divertir”, contou. A espontaneidade da criança valida o formato do evento, que prioriza a interação e a participação ativa.

Impacto na dinâmica do Centro Histórico

A oferta de uma programação infantil qualificada durante o Carnaval altera a dinâmica do Centro Histórico. Atrai um público específico – famílias com crianças – que, de outra forma, poderia evitar a região no período momesco. Conforme os depoimentos colhidos, essa atração gera fidelização. Os frequentadores retornam não apenas no Carnaval, mas também em outras festividades ao longo do ano, como São João e Natal. A estratégia fortalece a ocupação positiva do espaço público em datas de grande movimentação. Oferece uma alternativa concreta para quem deseja viver a tradição carnavalesca em um contexto controlado e direcionado. A organização do evento, citada como um ponto positivo pela servidora Simone, é um fator crítico para esse sucesso, assegurando que a experiência seja, de fato, agradável e segura para todos.

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Sobre o autor Júlia Leal

Júlia Leal integra a equipe do BahiaBR.com como estagiária de conteúdo e mídias sociais. Iniciou sua trajetória no universo digital como blogueira em 2022.