Folia diversificada e segura marca o circuito
Mais de 600 mil pessoas circularam pelo Centro Histórico de Salvador durante os seis dias de Carnaval do Pelô. Conforme relato enviado ao portal pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), o evento não registrou ocorrências graves de violência, mantendo seu perfil familiar. A Embasa distribuiu 70 mil litros de água em postos de hidratação para o público.
Programação plural movimenta 250 horas de música
Cerca de 150 atrações ocuparam palcos, ruas e becos do Pelourinho entre os dias 12 e 17 de fevereiro. A grade musical executou mais de 250 horas de programação. Artisas como Criolo, Luedji Luna, Majur e o Olodum se apresentaram. O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, afirmou que a diversidade de atrações dialogou com um público igualmente diverso. “Fortalecer este carnaval é preservar a memória cultural da Bahia”, disse Monteiro.
Axé Music recebe homenagem especial no palco
Um espetáculo no Dia Nacional da Axé Music reuniu nomes como Ângela Velloso, Guiga Maraka e Marcionilio na Praça das Artes. O diretor artístico Manno Góes idealizou o projeto. “Quis trazer uma roupagem que as pessoas conhecem pouco, valorizando harmonias e letras”, explicou Góes. O maestro Luciano Calazans e Taís Nader também integraram a celebração.
Estrutura de apoio e financiamento misto
O Carnaval do Pelô operou com um modelo de financiamento que combinou edital público e incentivo federal. A Secult-BA contemplou 81 propostas artísticas via edital. No Largo do Pelourinho, parte dos recursos veio da Lei Rouanet, com apoio do Ministério da Cultura e da Caixa Econômica Federal. A Caixa manteve pontos de apoio ao folião durante o evento. O sucesso do evento reflete um Carnaval na Bahia que atrai milhões e movimenta a economia, enquanto a cultura afro-baiana brilha com investimento recorde. A segurança, que permitiu um Carnaval de Salvador sem morte violenta, foi um pilar fundamental para essa conquista.
