Profissionais das forças de segurança da Bahia participaram, nesta quinta-feira (26 de março de 2026), de uma capacitação técnica sobre abordagem humanizada em situações de tentativa de suicídio. O curso, realizado pela Prefeitura de Lauro de Freitas por meio da Secretaria Municipal de Segurança, Defesa Civil e Ordem Pública (SSPLF), durou quatro horas e ocorreu no auditório do Colégio Perfil, no bairro Vilas do Atlântico. A iniciativa reuniu agentes do Corpo de Bombeiros Militar, Batalhão de Choque, Força Aérea Brasileira, Grupamento Aéreo (GRAER), Marinha do Brasil e da Superintendência de Telecomunicações do Estado (STELECOM/SSP-BA).
O secretário da SSPLF, Glauber Moraes, destacou o compromisso da gestão. “Estamos construindo uma nova história. Seguimos trabalhando para promover ações que façam a diferença na segurança e na vida das pessoas”, afirmou. Já o coordenador-geral da pasta, Igor Fideles, explicou que o objetivo é qualificar a atuação da linha de frente. O foco é um atendimento que combine eficiência e sensibilidade. No fim das contas, quem paga a conta é o cidadão em situação de extrema vulnerabilidade.
Integração entre forças é estratégia fundamental
A atividade reforça que a prevenção ao suicídio no âmbito público demanda uma atuação integrada. São essas forças, muitas vezes, as primeiras a chegar ao local de uma crise. A capacitação contínua surge como ferramenta para tentar preservar vidas e reduzir danos. Investir na preparação humanizada desses profissionais é visto como passo fundamental para transformar o primeiro contato, que pode ser decisivo, em um acolhimento eficaz e seguro.
Pra se ter ideia, o curso finalizou com a entrega de certificados a todos os participantes. A ação em Lauro de Freitas ilustra um movimento crescente de qualificação técnica voltada para crises de saúde mental. O que significa que o tema, historicamente tratado com estigma, ganha espaço nas agendas de segurança pública.
Capacitação visa mudar o primeiro contato em cena de crise
O treinamento de quatro horas buscou equipar os agentes com técnicas que vão além do protocolo operacional. A abordagem precisa ser segura para todos – para o profissional e para a pessoa em sofrimento. O resultado esperado é um cuidado que não agrave a crise. A história se repete em muitas cidades: sem preparo específico, o desfecho pode ser trágico.
Agora repare: a presença de instituições estaduais e federais, como a Marinha e a Força Aérea, em um evento municipal, sinaliza a busca por um padrão unificado de atendimento. A pergunta que fica é se iniciativas como essa se tornarão rotina na formação dessas categorias. O impacto futuro mede-se em vidas. O que fica é a constatação de que a segurança pública também se faz escutando.