O sistema BRT de Salvador foi premiado por uma ação de sustentabilidade que arrecadou quase 20 toneladas de roupas usadas em 2025. A iniciativa, uma parceria entre a Secretaria de Mobilidade (Semob), a administradora Socicam e a ONG Humana, rendeu ao BRT dois troféus do “Movimento Repense e Reuse 2025”. Os contêineres de coleta, instalados em cinco estações, viraram ponto de descarte consciente para a população e bateram recorde de volume dentro do projeto.
Foram 19 toneladas de itens arrecadadas ao longo do ano. A estação que mais se destacou foi a do Vale das Pedrinhas, sozinha, concentrando impressionantes dez toneladas do total coletado. O reconhecimento aconteceu no último dia 31 de março, evidenciando um alcance expressivo que transformou pontos de embarque em locais de economia circular.
O secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, comemorou o engajamento. “É uma alegria muito grande o engajamento dos usuários de transporte nessa iniciativa de cidadania e de cuidado com o próximo”, afirmou. Para ele, o prêmio reforça que o BRT é mais que um corredor de ônibus: é parte de uma rede ampla de transformação urbana.
Como a parceria transformou estações em pontos de coleta
A ação nasceu de uma colaboração entre o poder público e a iniciativa privada. A Semob e a Socicam, empresa que administra os terminais, abriram espaço para os contêineres da ONG Humana. O projeto Repense e Reuse ganhou escala. Cinco estações do sistema receberam os pontos de entrega voluntária. O resultado foi uma adesão massiva que surpreendeu até os organizadores.
Deu pano pra manga: a estação Vale das Pedrinhas, sozinha, respondeu por mais da metade de toda a arrecadação do BRT, virando um epicentro de descarte consciente na região. A conta é clara: de cada dez quilos de roupas doadas no BRT, mais de cinco saíram dali. A pergunta que fica: o que fez desse local um caso de sucesso tão expressivo?
O que acontece com as toneladas de roupas arrecadadas
As quase 20 toneladas coletadas seguem agora para o processo de triagem e destinação final pela ONG Humana. A economia circular ganha corpo. Roupas em bom estado podem ser reutilizadas. Peças danificadas são transformadas em outros produtos, como materiais de limpeza ou isolamento térmico. Nada vai para o lixo comum.
O movimento tira dos aterros sanitários um volume significativo de resíduos têxteis. Traduzindo: o cidadão que doa uma camisa velha no BRT está, indiretamente, ajudando a reduzir o impacto ambiental da cidade. A conta chegou de forma positiva, mostrando que infraestrutura de mobilidade pode servir a múltiplos propósitos. A história se repete, mas agora com um final sustentável.
O reconhecimento com dois troféus coloca Salvador em evidência em práticas ambientais ligadas ao transporte urbano. A iniciativa deve continuar. O sucesso do primeiro ano cria uma expectativa para novas fases e, quem sabe, a expansão para mais estações. O BRT mostrou que pode carregar muito mais que passageiros.