O Esquadrão deu adeus à Fonte Nova em 2025 com gosto de conquista e uma missão clara. Dominando o Sport por 2 a 0, com gols de Nestor e Juba, o Bahia mantém vivas as chances diretas para a Libertadores e parte para um duelo decisivo no Rio.
A noite desta quarta-feira (3) na Fonte Nova não foi só um adeus. Foi uma afirmação. Em seu último compromisso em casa na temporada 2025, o Bahia entregou à torcida o que ela mais queria: uma conquista convincente, com domínio e personalidade, sobre o Sport por 2 a 0. Um resultado que mantém o fôlego tricolor na briga por uma vaga direta na Libertadores — e deixa o ambiente carregado para o duelo final no Maracanã.
Desde o apito inicial, a intenção do Esquadrão comandado por Rogério Ceni foi clara. A equipe saiu com fome de gol, respondendo ao alento da torcida com volume ofensivo. Ademir, em especial, parecia decidido a marcar a noite, criando e finalizando com perigo nos primeiros minutos. O Sport se viu encurralado. A pressão foi constante, uma sinfonia de finalizações (Willian José, Pulga, Acevedo) interrompida apenas por defesas e pela trave.
Até que, aos 39 minutos, veio a recompensa. E com um sabor especial. Quem abriu o placar foi o baiano Nestor. Na grande área, com a calma de quem domina o ritmo, ele girou sobre a marcação e bateu com precisão para fazer a rede balançar. Um gol de técnica e classe, que coroou um primeiro tempo de domínio absoluto.
O segundo tempo seguiu o mesmo script. Bahia dono da posse de bola, controlando o ritmo sem pressa. Aos nove minutos, Luciano Juba colocou números definitivos no placar. De fora da área, um chute forte e colocado não deu chance ao goleiro visitante. 2 a 0, e a partida estava resolvida. O resto foi gestão — o Bahia administrou a vantagem com inteligência tática, sem correr riscos desnecessários.
Para além do placar, a atuação coletiva foi um trunfo. Mas foi um filho da terra quem ditou o compasso do meio-campo e saiu aplaudido ainda em campo. A pergunta que fica é: em uma equipe repleta de nomes, será que o talento local é a peça mais conectada com a urgência da torcida?
Agora, o foco vira estrada e um desafio hercúleo. No próximo domingo (7), no Maracanã, o Esquadrão encara o Fluminense em um confronto direto que pode definir tudo. O triunfo em casa deu confiança, mas a verdadeira batalha — a que vale uma vaga na Libertadores — será lá fora. O adeus à Fonte foi bonito. O que o Bahia busca agora é um “até logo” à maior competição do continente.
Formação do Bahia: Ronaldo; Arias, Kanu, Mingo e Juba; Acevedo (Caio Alexandre), Nestor (Erick) e Everton Ribeiro (Cauly); Erick Pulga (Tiago), Ademir e Willian José (Ruan Pablo).