Capilaridade da produção formal impulsiona economia local
A Bahia possui 185 agroindústrias de beneficiamento de leite e derivados. Conforme dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), este número supera expressivamente outros segmentos, como o de produtos de abelhas (65) e de carne (49). O assessor técnico da Seagri, Paulo Emílio Torres, aponta que a maioria opera sob o Serviço de Inspeção Estadual (SIE). A estrutura formal assegura o cumprimento das normas sanitárias e a qualidade dos produtos, um princípio que também se reflete no crescimento de outros setores, como a avicultura baiana.
Volume de leite e biomas diversos sustentam a variedade
A produção baiana de leite atingiu 1,3 bilhão de litros em 2024. A diversidade do território, que abrange Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado, contribui para uma ampla gama de queijos. O estado fabrica desde tipos tradicionais, como coalho e de cabra, até novidades que utilizam frutas nativas como umbu e licuri. Essa eficiência no campo, impulsionada pela riqueza natural, é um dos motores da safra de verão na Bahia.
Produção artesanal ganha espaço como política inclusiva
A fabricação artesanal de queijo extrapola o campo produtivo. Paulo Emílio Torres define a atividade como uma política pública de caráter inclusivo. Ela promove a valorização da pequena produção regional e a preservação de saberes tradicionais. Esse movimento, que fortalece a agricultura familiar, encontra eco em iniciativas estaduais que focam no futuro do campo na Bahia. A evolução técnica e a identidade cultural dos queijos baianos são assim preservadas.
Tradição secular e reconhecimento marcam a trajetória
A produção de queijos na Bahia é uma das mais antigas do Brasil, com raízes no século XVI. A tradição europeia chegou com os colonizadores. Atualmente, o estado coleciona prêmios nacionais e internacionais pela qualidade de sua produção. A cadeia do leite reforça sua relevância no cenário agroindustrial estadual, gerando renda e fortalecendo economias locais, contribuindo para um cenário econômico positivo, como o que coloca a Bahia no topo do ranking nacional de investimentos. Esse fortalecimento é parte de um contexto mais amplo de crescimento, refletido também na indústria baiana e na estabilidade do varejo no estado.
