O governo do estado da Bahia reduziu sua dívida total em 6% em 2025, considerando a inflação, enquanto manteve um forte ritmo de investimentos públicos. Segundo artigo do secretário da Fazenda, Manoel Vitório, publicado na mídia baiana, o estado investiu uma média anual de R$ 8 bilhões desde o início da gestão do governador Jerônimo Rodrigues, com as contas em dia. Os investimentos totais em novas obras e equipamentos desde 2023 somam R$ 24,04 bilhões, com foco em saúde, educação, segurança e infraestrutura.
O artigo, intitulado “Bahia: dívida em queda, investimento sustentável”, reúne dados oficiais sobre as finanças estaduais. Manoel Vitório destaca que a diretriz da gestão é conciliar o equilíbrio fiscal com a garantia de recursos para melhorar os serviços à população. O resultado, conforme o secretário, já está nas ruas e nos equipamentos públicos.
Foram entregues dez novos hospitais, incluindo centros de cuidados paliativos e de ortopedia. A polícia recebeu novos equipamentos, a rede de escolas em tempo integral foi ampliada e milhares de quilômetros de rodovias foram asfaltadas. Obras de saneamento, o VLT e a ampliação do metrô de Salvador também avançam. Trata-se de conquistas que só um Estado com as contas em dia é capaz de assegurar, afirma o texto do secretário.
Onde saiu o dinheiro para tanto investimento?
Os números detalham a origem dos recursos. O investimento realizado apenas em 2025 foi de R$ 7,97 bilhões. Do total de R$ 24,04 bilhões aplicados desde 2023, a maior parte veio do caixa do estado. Apenas R$ 5,07 bilhões foram provenientes de operações de crédito. Os cofres estaduais bancaram cerca de R$ 18,97 bilhões. O secretário rebateu críticas sobre novas contratações de empréstimos, classificando-as como alarme falso. Para ele, os indicadores mostram controle da dívida e sustentabilidade.
Trajetória consistente de redução do endividamento
A dívida total do estado reúne compromissos de gestões passadas. Além da queda nominal de 6%, outro dado chama a atenção: o grau de endividamento em relação à receita caiu drasticamente. Saiu de 103% da Receita Corrente Líquida em 2006 para os atuais 37%. O limite da Lei de Responsabilidade Fiscal é de 200%. Vitório foi direto: o teto está muito mais distante hoje do que na época dos adversários políticos do atual governo.
A fórmula para manter a dívida longe do sinal vermelho é simples. Pagar rigorosamente as parcelas de amortização, juros e o débito principal, ano após ano. Essa conduta faz parte de uma agenda mais ampla. Inclui o combate à sonegação, a modernização do fisco e a qualificação do gasto público. O fato é que a conta chegou, e os números mostram que ela está sendo paga. A pergunta que fica é se o ritmo de entregas conseguirá se manter com a mesma força nos próximos anos.