O jogo é hoje, na Arena Fonte Nova, às 16h, com transmissão ao vivo da Rádio Nacional.
O Bahia entra em campo neste domingo carregando um peso e uma ambição. O peso da derrota para o Fortaleza na última rodada; a ambização de, aos 53 pontos, se agarrar à sétima posição e conquistar uma vaga direta na Libertadores. O Tricolor de Aço não pode escorregar. Especialmente em casa, diante de um adversário ferido.
E o Vasco é exatamente isso: um gigante cambaleante. A equipe de Fernando Diniz vive seu momento mais crítico na competição — quatro derrotas consecutivas enterraram o sonho continental e agora jogam o clube para perigosamente perto da zona de rebaixamento. A crise é não só de resultados, mas de confiança.
A mente sobre a matéria
Após o tombo no Castelão, a análise de Rogério Ceni foi cirúrgica e reveladora. Não foi o físico, foi o mental. “Para quem quer ir direto para a Libertadores, precisamos de um nível de concentração maior”, cutucou o técnico. O recado está dado. O time sabe que a partida de hoje começa a ser vencida na cabeça.
Do outro lado, Diniz tenta segurar as pontas. Fala em “descansar o time” e “recuperar a confiança”, admitindo um possível “abalo” no grupo. É uma equipe que, forçada a mudar o foco da Libertadores para a luta contra o rebaixamento, precisa agora encontrar uma reação urgente. — O que torna o adversário ainda mais imprevisível e perigoso.
Duelo de necessidades opostas
A lógica da tabela aponta o Bahia como claro favorito. Tem o incentivo da torcida, uma campanha mais consistente e um objetivo tangível. Mas o futebol raramente obedece à lógica.
O Vasco, encurralado, é uma cobra acuada. Sair de São Januário e jogar na Fonte Nova, longe dos assobios da torcida, pode ser um alívio ou uma armadilha. Cabe ao Bahia, com a concentração exigida por Ceni, impor sua qualidade e não dar espaço para o revés.
