A Bahia aplicou 208.109 doses da vacina contra a gripe no último sábado, 28 de março, durante o Dia D de mobilização estadual. O balanço parcial, com dados de 379 municípios, reforça a campanha em um momento de aumento das síndromes respiratórias e de maior pressão sobre a rede de saúde, especialmente na pediatria. A vacinação segue até 30 de maio, com meta de imunizar 90% do público prioritário e a expectativa de reduzir em quase 60% os casos graves da doença.
O resultado expressivo do dia de mobilização foi destacado pela secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana. Ela afirmou que ultrapassar a marca de duzentas mil doses em um único dia mostra que a população compreende o valor da vacina. “Nosso esforço agora é seguir ampliando a cobertura vacinal, com atenção especial aos públicos prioritários, para reduzir casos graves, internações e salvar vidas”, declarou a gestora.
Campanha continua após Dia D com foco em grupos prioritários
A coordenadora de imunização do Estado, Vânia Rebouças, ressaltou que a vacinação não se encerrou. A orientação é que as pessoas do público-alvo procurem a unidade de saúde mais próxima para se proteger e, de quebra, atualizar a caderneta vacinal. A Bahia deve receber ao longo de toda a estratégia um total de 6.022.574 doses, distribuídas proporcionalmente entre os 417 municípios.
Quem pode se vacinar? A lista é abrangente:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
- Gestantes, puérperas e idosos a partir de 60 anos
- Trabalhadores da saúde e professores
- Indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua
- Pessoas com comorbidades ou deficiência permanente
- Caminhoneiros, motoristas e cobradores de transporte coletivo
- Trabalhadores portuários, dos correios, das forças de segurança e do sistema prisional
Cenário epidemiológico pressiona e reforça necessidade da vacina
Os números da assistência mostram por que a campanha é urgente. Na Bahia, as solicitações de UTI pediátrica saltaram de 55 na primeira semana de janeiro para 141 na semana de 12 a 18 de março. No mesmo período, os pedidos de enfermaria pediátrica passaram de 44 para 102. Esse aumento na pressão sobre o sistema de saúde torna a imunização, que protege contra os vírus influenza A/H1N1, A/H3N2 e B/Victoria, uma ferramenta vital para evitar que a situação se agrave ainda mais.
A conta chegou. Enquanto a rede pediátrica enfrenta uma demanda crescente, a vacina produzida pelo Instituto Butantan se apresenta como uma das principais barreiras para frear complicações e internações. O desafio agora é manter o ritmo do Dia D e garantir que a proteção chegue a todos os cantos do estado antes do fim de maio.