- Lucas Serra: o nadador baiano que está arrasando na Colômbia
- Orientação: a estratégia baiana em ação no cenário nacional
- Triathlon e Paratriathlon: uma delegação forte em Florianópolis
- Parajiujitsu: a fibra do lutador Igor Nogueira no cenário global
- Taekwondo: a base olímpica sendo lapidada no sul da Bahia
Com o suporte crucial da Sudesb, uma leva de atletas baianos está representando o estado e o país em palcos esportivos pelo Brasil e mundo. Das piscinas da Colômbia aos tatames de Abu Dhabi, o talento da terra mostra sua força.
Lucas Serra: o nadador baiano que está arrasando na Colômbia
Enquanto a Bahia dormia, Lucas Serra nadava para fazer história. O atleta, que carrega nas costas o peso — e o orgulho — de representar a Bahia e o Brasil, já conquistou três medalhas na Copa Pacífico de Natação, na Colômbia. Dois ouros e uma prata marcam a trajetória do nadador, que ainda tem provas pela frente.
Convocações para a equipe brasileira de base e medalhas em campeonatos nacionais já são parte da sua trajetória. — Oxente, o menino é bom! — Mas a missão dele ainda não terminou. A expectativa é alta para mais pódios antes do domingo.
Orientação: a estratégia baiana em ação no cenário nacional
Longe das piscinas, outro time baiano pensa rápido e corre com precisão. Em Fortaleza, 58 atletas da delegação baiana de Orientação disputam o Campeonato Brasileiro Sprint. A modalidade, um xadrez em alta velocidade, exige leitura de mapa e tomada de decisão em percursos que variam de 1,3 km a 3,5 km.
Erika Telles, presidente da Federação Baiana de Orientação (FBO), não esconde o otimismo. “Nossa expectativa está muito alta para garantirmos medalhas e classificações”, afirma, agradecendo o apoio constante da Sudesb. Com nove atletas do programa Bolsa Esporte, a equipe representa um ecossistema de clubes de aventura de todo o estado.
Triathlon e Paratriathlon: uma delegação forte em Florianópolis
A festa do triathlon em Florianópolis terá um sotaque baiano inconfundível. A delegação do estado desembarca na ilha para a etapa do mundial e do Campeonato Brasileiro, com nomes de peso.
A dupla Iracema Souza (atleta com deficiência visual) e Mirela Pontes (sua guia) viajou com o suporte da Sudesb, mostrando a força do paradesporto baiano. Junto delas, Lucas Galdino, campeão brasileiro elite em 2023, encara os melhores do mundo.
Cleber Castro, presidente da Febatri e chefe da delegação nacional, vê nisso um ciclo virtuoso. “Por toda parceria com a Sudesb, conseguimos ter mais e mais provas nacionais na Bahia”, reflete. E o resultado é concreto: a Bahia tem o maior número de oficiais técnicos do Brasil.
Parajiujitsu: a fibra do lutador Igor Nogueira no cenário global
Do calor do Oriente Médio veio a prata que vale como ouro para a história. Igor Nogueira, apoiado pelo programa FazAtleta e com passagens da Sudesb, buscou o pentacampeonato no Abu Dhabi World Para Jiu-Jitsu Championship 2025. O penta não veio, mas o pódio sim — um complemento ao ouro conquistado na semana anterior, na Tailândia.
A fala do atleta após a conquista foi pura poesia em movimento: “Não deu para o penta. Mas, sigo firme na luta, com o coração cheio de fé e gratidão. Cada desafio me ensina, cada queda me fortalece”. Mais que um medalhista, Igor é um símbolo da resiliência do esporte baiano.
Taekwondo: a base olímpica sendo lapidada no sul da Bahia
E o futuro do esporte estadual também está sendo forjado longe dos holofotes internacionais. Neste fim de semana, 25 jovens de oito a 25 anos, de projetos sociais, partem de Lauro de Freitas para a II Copa Extremo Sul de Taekwondo, em Porto Seguro.
A ideia, segundo Márcio Mascarenhas, presidente da Febt, é clara: tirar os atletas da zona de conforto. “Para eles perderem a ansiedade e a gente trabalhar e destacar aqueles para desenvolver no alto rendimento”. É na estrada, com o apoio do estado, que se descobrem os próximos campeões.
O esporte baiano, assim, não vive de um só nome. É uma teia de talentos, do alto rendimento à base, que com suporte público e muita garra, escreve sua história em pódios pelo mundo afora.